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Corregedoria diz que tomará providências sobre PM que matou segurança

O policial será investigado pelo órgão de Goiás. Além do homicídio no Gama, o PM já havia sido denunciado por abuso de autoridade e agressão a mulheres

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postado em 23/10/2016 23:24 / atualizado em 24/10/2016 10:56

Adriana Izel

Reprodução

A Corregedoria da Polícia Militar de Goiás revelou, na noite deste domingo (23/10), que investigará o caso envolvendo o policial Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda, que matou o segurança Kássio Enrique Ribeiro de Souza com sete tiros na Mansão Millenium, no Setor Leste do Gama nesta manhã. Há dois anos, Yuri já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás por abuso de autoridade e agressão a três mulheres. O caso ocorreu em 2013, no Setor Pacaembu, no Novo Gama.

De acordo com o órgão, a PM de Goiás já foi notificada do homicídio e fará uma investigação. Em seguida, tomará as medidas cabíveis. Em relação a denúncia do MPGO do caso de 2013, a Corregedoria da PM não revelou detalhes, mas disse que há uma seção que faz o acompanhamento do histórico do policial.

Quando questionada sobre a possibilidade de Yuri ter retomado as funções, mesmo após a PMGO receber a ordem do ministério de afastar o militar das ruas, uma fonte da polícia goiana informou que esta é uma prática mais comum do que se imagina. "Está cheio de PM e policial civil assim. Semana passada voltou um militar envolvido em sequestro e latrocínio", disse.

Entenda o caso


O policial militar de Goiás Yuri Rafael Rodrigues da Silva Miranda matou, neste domingo, a tiros o segurança Kássio Enrique Ribeiro de Souza, 26 anos. A vítima morreu no local do crime. De acordo com informações da Polícia Civil, o autor dos disparos se entregou espontaneamente após o crime e foi liberado depois de prestar depoimento. Os tiros -- ao todo, foram sete disparos -- teriam sido efetuados após uma discussão em frente à casa de shows.

Reprodução/Facebook


Segundo uma das testemunhas, o PM chegou na festa quando a entrada já estava encerrada e apenas a saída era liberada. Kadu, como era conhecido o segurança, pediu a retirada de três carros que impediam a saída. Yuri estava em um deles, se exaltou com a ordem, começou uma discussão e atirou em direção ao vigilante, que morreu na hora. O caso foi levado para a 20ª Delegacia de Polícia, mas será investigado pela 14ª DP.

Esse não é a primeira situação envolvendo Yuri em um crime. Em 2014, ele foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás por abuso de autoridade e agressão a três mulheres durante um interrogatório. Segundo documento do MP, ele e mais quatro colegas do 19º Batalhão de Polícia Militar deram socos e tapas nas vítimas, além de as terem ameaçado de violência sexual e até prisão por não informarem o paradeiro de um suposto suspeito de crime no município.

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