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Correio Braziliense

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Feira de troca com mais de 40 estandes movimenta o Eixão Norte

Evento de trocas atrai brechós e diversas pessoas a fim de se desfazer de peças de roupas e de acessórios em bons estados, mas dos quais já enjoaram

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postado em 30/10/2016 16:57

Renata Rusky /Revista

Breno Fortes/CB/D.A Press


Vestido por blusa, brinquedo por bijouteria, sapato por casaco. Esses foram alguns dos escambos feitos no evento de trocas que aconteceu na manhã e na tarde de ontem na SQN 215, no gramado entre o Eixo L e o Eixão. Ele começou às 9h e mais de 40 pessoas montaram estandes e expuseram suas peças, interessadas em se desfazer de alguns objetos e adquirir outros. Era só chegar, sem necessidade de avisar nada à organização do evento. Além dos expositores, muita gente passou por ali levando dinheiro e alguma peças na bolsa para fazer negócio. Foi a segunda edição do encontro, que, a partir de agora, acontecerá com mais frequencia, no segundo ou terceiro domingo de cada mês. 

Embora a ideia inicial de Leila Furtado, 27, produtora do evento, fosse apenas a troca de produtos, algumas pessoas aproveitaram para também vendê-los, cientes de que passariam por ali alguns desavisados como Claudete Falcão, 56, professora, moradora do Guará. Ela estava apenas acompanhando o filho e o neto no passeio de bicicleta pelo Eixão e aproveitou para olhar o brechó. Despreparada, não levou peças para trocar, mas estava com a carteira. “Adoro comprar roupas usadas, mas têm que ser boas e diferentes e não podem sair de moda”, afirma. “Temos também que tomar cuidado para não comprar por impulso só porque está barato”, aconselha.

Os preços começavam em R$ 2 - brincos, colares, lenços - e iam até R$ 60 - vestidos de festa, tênis de corrida. Em geral, os preços eram justos. Luciene Correia Melo, 40, é empresária do ramo. Administra um brechó na própria casa, no Guará, e participa de diversas feiras do ramo.  Todo sábado, por exemplo, está no shopping Conjunto Nacional. Ela vende, troca, compra. “Sempre dá pra combinar alguma coisa comigo”, garante. O comércio começou com as roupas dela mesmo. Ela conta que vivia com o cartão estourado e quase não usava nada dp que cmprava. Resolveu vender tudo. Hoje, quase não compra nada novo e quase pra si.

Júlia Lauriola, 19, estudante, moradora do Lago Norte, não montou um estande para ela, mas levou algumas peças para trocar. Ela conta que costuma fazer brechó em casa com mais uma amiga. Com Luciene, ela trocou duas blusas por uma blusa e um vestido. Ambas para as irmãs mais novas. “Peguei roupas minhas e troquei para elas. Eu não cresço já faz tempo, mas elas estão em uma fase que perdem roupa muito rapidamente”, conta. Em outro estande, ela pegou peças para ela. “Mesmo meu armário estando cheio, são peças antigas, boas, mas das quais já enjoei. E comprar coisa nova é sempre muito caro”, lamenta. Os brechós, portanto, são ideais para ela.

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