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Novas regras para consumo de água em postos, lava a jatos e carros-pipa

Caso o nível do reservatório do Descoberto fique abaixo dos 20%, o fornecimento começará a ser interrompido

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postado em 01/11/2016 07:40 / atualizado em 01/11/2016 07:40

Flávia Maia

Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press

 

Embora ainda não esteja decretado o estado de racionamento, a Agência Reguladora de Águas (Adasa) começou a adotar medidas ainda mais severas para conter o consumo do líquido e reduzir o rebaixamento do principal reservatório, a barragem do Descoberto — que fechou o dia em 22,52% do volume. Duas resoluções publicadas ontem pela agência restringem o uso da água para usuários como caminhões-pipa, postos de combustíveis e lava a jatos. Além das medidas oficiais, consumidores começam a mudar hábitos na tentativa de reduzir o consumo e evitar o pagamento de taxa extra.

A soma dos esforços e a chuva — ainda que em menor quantidade que o normal para o mês — estão ajudando a retardar a queda do reservatório. A redução diária do Descoberto diminuiu pela metade — estava em 0,4%, e, desde a última semana, esse índice caiu para 0,2%. “Ainda não podemos relacionar essa queda à tarifa de contingência porque as faturas não foram registradas. Mas a gente acredita que houve um impacto. Entretanto, também choveu, o que ajudou”, explica Maurício Luduvice, presidente da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), choveu 83,7 milímetros em outubro, sendo que a média para o mês é de 166mm. Em compensação, o valor é maior do que no mesmo período de 2015, que acumulou apenas 69,2mm.

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O superintendente de Recursos Hídricos da Adasa, Rafael Mello, acrescenta que as ações de fiscalização da agência, as normas mais severas e as alocações de recursos entre grandes usuários também ajudaram. É o caso dos caminhões-pipa. A partir desta semana, os veículos terão de restringir a retirada de água de rios e córregos a oito horas diárias — das 6h às 14h. Antes da norma, não havia restrição de horário. Além disso, fica permitido que apenas um caminhão retire água por vez no local. Cabe ao motorista a obrigação de manter a outorga em dia e cumprir a retirada da quantidade de água estabelecida pelo documento.

Em outra resolução, a Adasa reduziu pela metade a vazão outorgada a todos os usuários de água subterrânea no DF, com exceção daqueles que fazem uso humano coletivo e industrial. A agência recomenda a lava a jatos e a postos de combustíveis que restrinjam a lavagem de para-brisas, a irrigação paisagística e passem a usar lavadoras de baixa vazão.

O objetivo da Adasa e da Caesb é evitar que o plano de racionamento entre em ação. A Caesb mandou uma sugestão à agência, mas ainda falta uma decisão colegiada sobre a proposta. Uma das medidas será o desligamento programado de água nas regiões atendidas pelos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto. As regiões poderão passar 72 horas com água e 24 sem. “Se continuar baixando 0,2% ao dia, dentro de alguns dias podemos chegar a 20%. Nesse caso, o plano de racionamento entra em ação. Ele deve ser aprovado pela diretoria, provavelmente na próxima semana”, avalia Rafael.

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