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Juiz autoriza corte de luz e água para desocupar escola pública em Brasília

Além disso, o magistrado determinou o isolamento físico e privação de sono. No entanto, estudantes saíram de forma pacífica

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postado em 01/11/2016 16:44 / atualizado em 01/11/2016 18:55

Renato Alves

Divulgação
 
Para desocupar uma escola pública de Brasília, um juiz autorizou o isolamento físico e privação de sono. O documento chegou à Polícia Militar do Distrito Federal e foi emitido pelo juiz Alex Costa de Oliveira, da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (VIJ).
 
A decisão era para ser aplicada na desocupação do Centro de Ensino Médio Ave Branca (Cemab), em Taguatinga. Com apoio da PM, oficiais de Justiça cumpriram, na manhã desta terça-feira (1/11), o mandado de desocupação. Todas as ruas que dão acesso à escola foram bloqueadas. A polícia, o Conselho Tutelar e o secretário de educação, Júlio Gregório Filho, negociaram com os estudantes para que a saída da escola acontecesse de forma pacífica.

Breno Fortes/CB/D.A Press

A Polícia Militar não encontrou dificuldades para desocupar a escola. De acordo com o coronel Júlio Cesar de Oliveira, comandante do batalhão escolar, os alunos acataram a decisão judicial de forma tranquila. "Todos entenderam as consequências em desrespeitar a ordem e decidiram não entrar em conflito. Não foi encontrado nada de ilícito na escola. Além disso, parte dos estudantes que estavam dentro da unidade nem faziam parte do Cemab", afirma Júlio. Aproximadamente 150 policiais da corporação participaram da operação.

 
Confusão

A instituição estava ocupada por 65 pessoas, entre estudantes, pais e professores, desde quinta-feira, (27/10), e foi uma reação a medida provisória que reforma o ensino médio e a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que impõe limite aos gastos públicos pelos próximos 20 anos. As aulas na instituição estão previstas pra voltar na quinta-feira (3/11). Policiais Militares irão fazer a guarda da escola até o retorno das aulas, para evitar novas ocupações.

Na noite de segunda-feira, (31/10), uma confusão acirrou os ânimos entre os estudantes da instituição. Alunos que são contra a ocupação, pularam os muros e entraram em confronto com os estudantes que estavam no local. A Polícia Militar foi acionada e negociou com os estudantes para resolver o conflito.

Sete escolas estão ocupadas em todo o Distrito Federal. Na noite de ontem, estudantes da Universidade de Brasília (UnB), também decidiram, em assembleia, ocupar o espaço da universidade. 
Breno Fortes/CB/D.A Press
 

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Maria
Maria - 02 de Novembro às 19:33
Acertada decisão. Como pode uma minoria de manipulados por DOUTRINADORES, mais conhecidos antigamente como professores, atrapalhar a vida de quem quer estudar?
 
Carlos
Carlos - 02 de Novembro às 15:26
Essa decisão não poderia ter saído no mesmo dia da ocupação????
 
Alexandre
Alexandre - 02 de Novembro às 13:16
Se fosse na Escola Americana de Brasilia seria a mesma decisao?
 
Maria
Maria - 02 de Novembro às 19:32
Não. Primeiro que tal escola não seria ocupada por vagabundos orientados por doutrinadores. Parece que o pessoal dali pretende estudar ao invés de ser massa de manobra de uma esquerda mentirosa e falida.
 
Erasmo
Erasmo - 02 de Novembro às 15:31
A reportagem trata da ocupação de escolas públicas, que não é o caso da Escola Americana de Brasília... No caso de uma escola particular, não haveria necessidade de decisão judicial para tirar os estudantes.

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