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MEC divulga nesta sexta instituições do DF que não receberão Enem

Todas sofreram ocupações recentes. Cresce movimento na Universidade de Brasília

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Luis Nova/Esp. CB/D.A Press


Às vésperas da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), amanhã e domingo, alguns alunos ainda não sabem se realizarão a prova. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Ministério da Educação (MEC) divulgará, hoje, a lista das instituições de ensino nas quais não ocorrerão as avaliações devido às ocupações de estudantes contrários à reforma do ensino médio e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos nos próximos 20 anos (leia Para saber mais). Os prejudicados realizarão o teste em 3 e 4 dezembro.

Três escolas foram liberadas ontem e uma permanece ocupada. Segundo estimativa do Inep, 3.178 estudantes da rede pública do DF seriam afetados pelo adiamento. Na Universidade de Brasília (UnB), entretanto, o movimento ganha força: dois câmpus concentram as mobilizações. O número, todavia, pode ser maior. Outros dois locais de ensino tomados após a realização do levantamento do Inep, na terça-feira: o Bloco de Salas da Ala Sul (BSA), no Câmpus Darcy Ribeiro da UnB, na noite do mesmo dia da divulgação, e o Centro de Ensino Médio 2 do Gama, ontem.

O prejuízo também não será diminuído pela liberação, ao decorrer da semana, de oito das nove instituições que concentravam mobilizações na capital federal. De acordo com determinação do MEC, apenas as instituições de ensino liberadas até as 23h59 de 31 de outubro receberiam o Enem. Em nota, o Inep alega ter aderido à medida, porque “o adiamento das provas foi necessário para garantir a segurança do exame, que exige um plano logístico complexo de distribuição do material de aplicação, com rotas pré-definidas, escoltas policiais e efetivo policial destacado para a operação.”

Além disso, a Justiça do Ceará negou, ontem, o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para adiar a prova para todos os alunos do país, mediante a justificativa de que a avaliação da redação não asseguraria igualdade devido à diferença entre os temas. A juíza Elise Avesque Frota escreveu, no indeferimento, que, “apesar da diversidade de temas que inafastavelmente ocorrerá com a aplicação de provas de redação distintas, verifica-se que a garantia da isonomia decorre dos critérios de correção previamente estabelecidos, em que há ênfase na avaliação do domínio da língua e de outras competências.”

 

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