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Ocupação da Universidade de Brasília causa divergência entre estudantes

Dois câmpus da Universidade de Brasília estão tomados por estudantes, mas, nos outros dois, os alunos vetaram os atos contrários à reforma do ensino médio e da PEC que limita os gastos públicos

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postado em 05/11/2016 08:05 / atualizado em 04/11/2016 23:01

Ana Viriato - Esp. para o CB /

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


O movimento de ocupações na Universidade de Brasília (UnB) provocou uma ruptura entre os estudantes. Enquanto alguns alunos promovem atos em cerca de 14 setores da instituição de ensino superior como forma de manifestação contrária à reforma do ensino médio e à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos durante os próximos 20 anos, outros se articulam com o intuito de provocar a liberação dos locais. Quatro câmpus tiveram deliberações até o momento: dois aderiram às mobilizações e dois vetaram o ato.

A ocupação da UnB começou em Planaltina, na madrugada da segunda-feira, após o aval de três dos quatro centros acadêmicos da unidade. No mesmo dia, o movimento estendeu-se ao Câmpus Darcy Ribeiro, na Asa Norte, onde 1.434 universitários começaram a mobilização pela Reitoria. O local concentra, ainda, aglomerações em outros 13 setores. Na última quarta-feira, a sede da universidade em Ceilândia negou o protesto. O mesmo ocorreu na UnB do Gama, com 378 votos contrários à tomada e seis a favor.

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Frente à divisão entre os posicionamentos, voluntários, integrantes do grupo Distrito Liberal e o Movimento Reação Universitária mobilizaram-se para um abaixo-assinado, cujo conteúdo solicita a reintegração de posse da universidade. O documento, que reúne pouco mais de 2 mil nomes, será entregue ao Ministério Público Federal no DF (MPF/DF) na próxima segunda-feira.

“A divulgação da assembleia ocorreu no mesmo dia da deliberação. Além disso, informaram sobre o tema apenas em redes sociais. Sequer espalharam cartazes pela faculdade. Os contrários à ocupação não tiveram voz. Eles lutam pela educação, privando-nos de ter aula. O direito deles de mobilização não poderia se sobrepor ao nosso direito de estudar”, defendeu a aluna de arquitetura e urbanismo Renata Cortopassi.

Ela declara, ainda, que ao decidirem colher as assinaturas que serão entregues ao MPF/DF, os estudantes enfrentaram alguns percalços. Segundo Renata, na última quarta-feira, dezenas de folhas que concentravam cerca de 600 nomes foram furtadas. “Ao fim do dia, um rapaz pediu para assinar o documento. Quando entregamos a prancheta, ele correu e não conseguimos alcançá-lo. Registramos ocorrência”, contou. Além do abaixo-assinado, os grupos contrários às ocupações montam um cronograma de manifestações para a próxima semana.

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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JOEL
JOEL - 11 de Novembro às 08:43
Via de regra, essas manifestações seletivas (sim eles não se manifestaram contra a corrupção no governo do PT), são coordenadas por alunos e CAs dos cursos de humanas, especialmente aqueles para os quais os alunos não precisaram de notas altas para ingressarem na UnB e outras federais. É emblemático que tenha começado justamente pelo campus com uma das menores notas de corte, o de Planaltina. Vejam só que, por exemplo, mesmo sendo de humanas, os alunos da Faculdade de Ciências da Saúde, que inclui Medicina, Enfermagem, etc, em votação não concordaram com a ocupação. A razão é simples, cursos como o de Medicina tem a maior nota de corte, e, quem entra ali, quer realmente estudar. O mesmo ocorre com os cursos de exatas, onde a maioria esmagadora dos estudantes, não têm tempo para ficar fazendo meras labutas políticas.
 
mario
mario - 05 de Novembro às 13:09
Essa ocupação é sinônimo de anarquia. observem os ocupantes, são desocupados e sem compromisso com educação. Usam a universidade para projetos de esquerda, Desse a lenha nesses vagabundos.
 
João
João - 05 de Novembro às 11:57
Invadir universidade, como forma de protestar em prol da Educação, impedindo que outros alunos estudem, é a mesma coisa que invadir hospital, como forma de protestar em prol da Saúde, impedindo que pacientes sejam atendidos. Estratégia burra!

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