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Brasilienses fazem fila para desenhar o corpo com lendas da tatuagem

O festival deve reunir, até domingo, 15 mil pessoas

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postado em 05/11/2016 08:10 / atualizado em 04/11/2016 23:36

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	Carlos Vieira/CB/D.A Press


Os portões só abririam às 12h, mas, desde as 9h, algumas pessoas aguardavam na fila. O motivo? Tatuadores badalados, como a brasiliense Ana Abrahão e o Catarinense André Tenório, que participam do Brasília Tattoo Festival, iniciado ontem. Kelly Silva, 27 anos, estudante de psicologia, Ana Paula, 32, servidora pública, e Mariana Faria, 33, advogada, conheceram-se enquanto esperavam para tentar um horário com Abrahão. E logo rendeu uma amizade. No momento em que uma tatuava, a outra dava apoio. “Antes, eu estava bem nervosa, agora estou mais tranquila. Não dói tanto”, admitia Kelly, enquanto a tatuadora trabalhava uma flor nas costas dela.



Andando pelo evento é possível encontrar várias mercadorias voltadas para o estilo alternativo. Desde uma banca vendendo bandanas e alargadores, a uma loja voltada para artefatos Wicca diretamente de São Paulo. Segundo um dos idealizadores do evento, Pedro Henrique, mais conhecido como Cabeça, organizar um festival de tatuagem em Brasília é uma maneira de dar visibilidade a uma prática que vem crescendo cada vez mais — além de oferecer um espaço para troca de experiência, conhecimento sobre novas tecnologias e materiais para os profissionais da área. É esperado que uma média de 15 mil pessoas passe pelo festival, que segue hoje e amanhã.

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Emerson Fera, 45, veio de Goiânia.Tatuador há 36 anos, admite ter visto muita coisa. “Quando eu comecei, as tatuagens eram muito feias e malvistas. Era coisa de presidiário, de vagabundo. Hoje, está mais aceitável. Agora, a gente tem material bem melhor, o mercado está muito mais favorável e está virando uma arte.” Quem concorda em parte com Emerson é Sindy Brito, outra tatuadora brasiliense com agenda disputada. Segundo ela, desde a época em que começou a tatuar, há seis anos, os materiais mudaram muito. “O equipamento influencia muito, permite a gente fazer mais coisas.” Sobre o ambiente majoritariamente masculino, ela é firme: “Já ouvi muita piadinha, muito comentário que é tatuagem de menininha. Mas é esse meu estilo, tatuagem mais delicada, para mulher, meu público-alvo. As pessoas têm que entender que tem gente fazendo tatuagem para ‘mulherzinha’, sim”.

	Carlos Vieira/CB/D.A Press


No meio de tantos veteranos das agulhas, alguns visitantes seguiam perdidos diante de tantos estilos diferentes. Os irmãos Lucas, 23, e Ana Paula Mafra, 18, participam pela primeira vez do festival. Segundo ele, a ideia é conhecer um pouco do trabalho para decidir com quem fará a primeira tatuagem. “Achei que seria um bom momento para conhecer vários trabalhos e decidir com qual deles faria.” A irmã reforça: “Estou dando uma olhada, ainda nem decidi o desenho”.

O evento também é um espaço de oportunidades. Dani Bastos, 27, começou a tatuar profissionalmente há um ano, exatamente no festival. Hoje, comemora uma fila crescente de clientes. Sem conseguir definir qual estilo de tatuagem segue, Dani se explica: “As pessoas chamam de contemporâneo, que não segue uma linha tradicional de tatuagem. Meu público-alvo é mais feminino, por conta dos traços delicados.” Com a agenda lotada até fevereiro de 2017, quem chega cedo ao festival consegue tatuar na hora, sem ter que esperar até o próximo ano.

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CONSTANTINO
CONSTANTINO - 05 de Novembro às 19:40
é muita falta do que fazer ... ... mas muita mesmo ... ... ... ...

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