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Crescem crimes de roubo de carros e assalto a ônibus no Distrito Federal

Apesar da diminuição na maioria dos crimes, houve acréscimo em outros. Mas, horas após a divulgação dos dados feita pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do DF (SSP-DF), o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) apresentou números que mostram aumento na maioria dos casos

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postado em 09/11/2016 11:57 / atualizado em 09/11/2016 15:11

Antonio Cunha/CB/D.A Press
 
As ocorrências de roubo de veículo e assalto a ônibus aumentaram no Distrito Federal em outubro deste ano. Criminosos conseguiram levar 525 carros de motoristas da capital contra 505 em setembro: um crescimento de 20 casos. Em comparação com outubro de 2015, a ascensão foi de 21,5%, quando houve o registro de 432 roubos de automóveis em todo DF. Já os assaltos contra coletivos do transporte público passaram de 278 em setembro contra 369 em outubro de 2016: 91 a mais. Se comparado com o mesmo período de 2015 o aumento foi de 15,3%, já que no ano passado houve 314 casos.
 
Os dados são da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal (SSP-DF) e foram apresentados na manhã desta quarta-feira (9/11). Já o furto em veículos, embora tenha diminuído de 1.024 casos em setembro deste ano para 887 no último mês, aumentou no comparativo de um ano. Em outubro de 2015 foram 854 casos: um salto de 3,7%. 
 
Já o roubo a pedestres teve uma leve diminuição se comparado com o mesmo mês do ano passado. Enquanto em outubro de 2015 2.720 pessoas se tornaram vítimas de criminosos pelo DF, em outubro deste ano foram 2.713 casos. Um recuo de 0,3%. Mas os assaltos para quem anda a pé diminuiram de setembro para outubro de 2016: passaram de 3.071 para 2.715.
 
Roubos a comércio também recuaram nos dois comparativos: tanto de setembro para outubro deste ano (passando de 198 para 188) quanto de outubro de 2015 para o mesmo mês de 2016: uma diminuição de 18,3% (diferença de 230 no ano passado para 188 este ano).
 
No cálculo governista também diminuiu os crimes de roubos a residências nos dois comparativos. Em setembro foram 68 assaltos à casas contra 63 em outubro deste ano. Uma redução de cinco casos. Já na diferença de um ano, em outubro de 2015 houve 70 registros do crime: um decréscimo, segundo a pasta, de 10%.

Crimes contra a vida

Crimes como homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte diminuíram no DF, segundo estatística apresentada pela SSP-DF. Em outubro de 2016 foram registrados 53 assassinatos contra 61 em setembro. No 10º mês de 2015 o DF registrou 56. Uma diminuição de 10,7% em um ano.
 
Em relação ao crime de latrocínio e lesão corporal seguida de morte o governo não apresentou as diferenças dos dados nos meses anteriores a outubro deste ano. Mas apenas informou que, no caso de latrocínio, as ocorrências diminuíram o dobro: passaram de seis em outubro de 2015 para três no mesmo período deste ano.
 
Já em relação a lesão corporal a diminuição foi de uma ocorrência. Enquanto em outubro de 2015 houve um caso, no mesmo mês de 2016, de acordo com a SSP-DF, não teve nenhum.

Números contestados

Horas após a divulgação dos dados feita pela Secretaria de Segurança, o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF) divulgou um balanço feito pela entidade representativa de classe e alegou que a pasta recortou os dados e divulgou apenas os números que “favorecem o discurso de normalidade na área de segurança. Para o sindicato, estes dados estão incompletos e não retratam a realidade vivida pelos brasilienses”, informou a nota enviada à imprensa.
 
O Sinpol fez um comparativo, entre janeiro a outubro de 2015 e 2016, e mostrou que a maioria dos crimes aumentou: diferente do repassado pela Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social do DF. No cálculo do Sinpol, por exemplo, os índices de tentativa de latrocínio passou de 155 nos primeiros 10 meses de 2015 para 215 no mesmo período de 2016: um aumento de 38%. A SSP não apresentou dados de tentativa de latrocínio.
 
O Sinpol também mostrou que roubos a residências passaram de 538 de janeiro a outubro do ano passado para 748 este ano: um crescimento de 39%, assim como os estupros que, segundo a soma do sindicato, cresceram 13%: saltaram de 509 de janeiro a outubro de 2015 para 575 de janeiro a outubro de 2016. 
 
O número de roubos a casas é muito discrepante com o da secretaria que apontou uma diminuição de 10% dos casos de outubro de 2015 para outubro de 2016. A SSP não apresentou dados de estupros. 
 
No levantamento da entidade representativa de classe o único crime que recuou foi o de homicídio. Passou de 499 nos primeiros 10 meses do ano passado para 487 no mesmo período de 2016: uma redução de 2,4%.  Percentual bem diferente do informado pela SSP no comparativo de outubro de 2015 a outubro de 2016: um decréscimo de 10,7%.
 
Em nota, a Secretaria de Segurança lamentou a postura do Sinpol-DF. De acordo com a pasta, a entidade representativa da categoria, "que deveria transmitir à sociedade o trabalho de seus associados para dar mais segurança à população, tenta manipular dados e construir estatísticas que tem como objetivo criar falsa sensação de insegurança numa clara inversão do papel social do sindicato."
 
De acordo com o órgão, "por força de decreto, apenas a SSP-DF tem a competência para divulgar, integralmente, os dados oficiais das ocorrências criminais do Distrito Federal. Assim como em todos os meses, foi cumprida a política de transparência do Viva Brasília – Nosso Pacto pela Vida."
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