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Apesar de chuvas, especialistas alertam sobre baixo nível nos reservatórios

As perspectivas não são boas para o abastecimento do DF. Inevitável, o racionamento deve continuar pelo menos até dezembro

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postado em 10/11/2016 06:00

Adriana Bernardes


Mantidas as condições atuais do clima e da média de consumo, vai faltar água na torneira do brasiliense até o fim da semana. O nível do reservatório do Descoberto segue em situação crítica e, ontem, baixou ainda mais, atingindo 20,07%. O racionamento será colocado em prática quando o percentual cair para 20%. Fontes ouvidas pelo Correio acreditam que a interrupção no fornecimento vai durar todo o mês de novembro e, se mantidas as médias de chuva para o período, a medida deve ser suspensa somente em meados de dezembro. Um alívio temporário, já que as previsões para a próxima seca não são otimistas.

Nos nove primeiros dias de novembro, choveu 66,5mm, sendo 53mm somente na madrugada de ontem. Apesar do alto volume, a situação do Descoberto piorou. A previsão do tempo para esta semana é de chuva pelo menos até sábado, mas isso também não deve reverter a crise. “A chuva precisa cair também nos arredores das barragens para aumentar o volume de água. Não temos como saber quanto choveu naquela região, pois não temos estações nesses lugares”, explica Maria das Dores de Azevedo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

Carlos Vieira/CB/D.A Press
 

 

Na avaliação do professor de manejo das bacias hidrográficas da Universidade de Brasília (UnB) Henrique Leite Chaves, mesmo com a previsão de chuvas dentro da média para novembro, o racionamento é um fato consumado. “As incertezas são muitas e, portanto, é difícil dizer até quando deve durar. Mas, se chover na média, o reservatório vai se recompor um pouco e o racionamento cessa em meados de dezembro”, acredita.

Isso, no entanto, não resolve o problema porque o nível dos reservatórios de Santa Maria/Torto e do Descoberto deve continuar baixo. “Apesar de sair do racionamento no verão, se o recurso hídrico não for recomposto até abril, vamos começar maio com níveis abaixo da média. E, ano que vem, teremos a repetição do mesmo cenário deste ano”, alerta. “Nós, população e gestores hídricos, estamos dependendo de São Pedro e isso não é uma boa estratégia. Precisamos adotar medidas mais efetivas na redução do consumo e no aumento da oferta de água, como diminuição das perdas, hidrometria individual dos apartamentos, conscientização e estímulo financeiro por parte da Adasa e da Caesb para o reúso e a captação de água da chuva”, aponta o professor.

 

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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ercilia
ercilia - 10 de Novembro às 13:12
Brasília vai pagar um preço alto pelas invasões.
 
ercilia
ercilia - 10 de Novembro às 13:11
Nem isso impede que o governo continue lavando as paradas de ônibus do Plano, mesmo em dias de chuva, como ontem. Elas tem que ficar cheirosinhas, não é mesmo?
 
José
José - 10 de Novembro às 10:36
ai em um jornal local, a senhora entrevistada, diz bem claro, " que gasta muita água, tenta economizar, mas está difícil, e que esta até reaproveitando a água da maquina de lavar", reaproveitar á água da maquina de lavar, isso deve ser feito, todas as vezes, quem sabe usar água e economizar, vai pagar por essa senhora e tantas outras, que tenta lavar a alma, com água, aqui na QNL em Taguatinga, mesmo nessa crise, tem senhoras que continuam varrendo a rua com água.

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