SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

Crise hídrica: Caesb recua e adia início do racionamento no DF

O nível da água na Barragem do Descoberto atingiu 19,99%, índice que autorizaria o corte regular do fornecimento; para especialistas, adiamento é medida arriscada

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 11/11/2016 06:00 / atualizado em 10/11/2016 23:35

Adriana Bernardes , Otávio Augusto

A decisão da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) de adiar o racionamento de água na capital pode agravar ainda mais a crise. Apesar de a empresa estar autorizada a cortar o fornecimento regular assim que o nível dos reservatórios atingisse 20%, ela descartou a medida, pelo menos por enquanto. Apesar das chuvas, ontem, o reservatório do Descoberto amanheceu com 19,99% de volume útil. Enquanto o corte não chega, moradores de prédios antigos que optaram pela individualização do hidrômetro comemoram a redução de até 67% na conta (leia matéria ao lado).

O recuo é visto com preocupação por especialistas consultados pelo Correio. Por meio da assessoria, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento (Adasa) informou que a autorização de racionamento não implica obrigação da Caesb de fazê-lo. Mas a agência monitora as regras da outorga que permite à companhia de água explorar o Descoberto. Uma dessas normas diz que é preciso respeitar a chamada vazão remanescente. Em outras palavras, a baixa do reservatório não pode comprometer o curso d’água.

 
 

O professor Sérgio Koide, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília (UnB) classifica a decisão da Caesb como “um risco calculado”. Segundo ele, a previsão do tempo de hoje até terça-feira é de chuva. E a companhia aposta na melhoria do nível do Descoberto até lá. “Do jeito que está hoje, tem água suficiente para quase um mês. Desligar as torneiras é uma operação complexa, que não atinge os maiores consumidores, como os grandes edifícios. A população pobre é quem mais sofre, porque tem reservatórios pequenos”, analisa.

 

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes. Para assinar, clique aqui 

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Wilson
Wilson - 11 de Novembro às 09:32
O DF tem azar até nisso, e agora a chuva é seca. A primeira chuva há mais de um mês logo aumentou um mínimo o nível dos reservatórios, agora com toda a chuva eles não sobem mais, ou seja é chuva seca. Quando Dilma queria envasar vento todos riam, agora os candangos devem envasar chuva seca que deve se conservar bem sem evaporação, logo, dá para guardar o ano inteiro.

publicidade