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Correio Braziliense

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Adolescente é apreendido antes de tentar incendiar ônibus em São Sebastião

Ele e outras quatro pessoas tentavam pular o muro da garagem Pioneira na tarde desta sexta-feira (11/11). Eles estavam com garrafas de coquetéis molotov e álcool. Segundo o comandante do batalhão da cidade, o adolescente disse que o grupo teria sido aliciado por um jovem maior de 18 anos

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postado em 11/11/2016 15:46 / atualizado em 11/11/2016 16:18

Polícia Militar/Divulgação
 
A Polícia Militar apreendeu um adolescente de 15 anos com garrafas de coquetéis molotov e álcool tentando entrar em uma garagem de ônibus para incendiar os veículos da Pioneira, em São Sebastião. Na companhia de outras quatro pessoas, ele tentou pular o muro da garagem na tarde desta sexta-feira (11/11). Funcionários acionaram a polícia, mas quatro conseguiram fugir. Militares apreenderam um deles e o encaminhou à Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). 
 
O comandante do 21ºBatalhão da PM (São Sebastião), major Eduardo Conde, informou que o adolescente confessou ter sido aliciado por um jovem, maior de 18 anos, que teria deixado o grupo na porta garagem de ônibus em um veículo de cor prata. “A tentativa do ato tem relação com as derrubadas que estão sendo feitas na região. Desde ontem (quinta-feira) estamos recebendo informações que há possibilidade de moradores das áreas do Morro da Cruz e do Zumbi dos Palmares estarem envolvidos nos ataques à ônibus”, ressaltou.
 
 
Nesta quinta-feira (10/11) moradores da região atearam fogo em dois ônibus contra as derrubadas de invasões irregulares no Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, em São Sebastião. A confusão começou por volta das 6h. Manifestantes incendiaram veículos depois de exigirem que os passageiros descessem. Ninguém ficou ferido. Com a chegada da Polícia Militar, o grupo se dispersou. Uma mulher de 47 anos precisou ser transportada pelos bombeiros para o Hospital Regional do Paranoá. Ela estava com dores nas costas e na perna direita. Policiais militares impediram, ainda, uma terceira tentativa de incendiar outro coletivo.
 
Durante todo o dia a população agiu para tentar impedir a entrada de fiscais da Agência de Fiscalização do DF (Agefis) na área. Houve confronto com policiais militares e uso de fogos de artifício, gás de pimenta, pedras e barricadas em chamas. 
 
Desde terça-feira (8/11), a Agefis realiza o processo de derrubada de casas em área pública, localizadas nas chácaras 40 e 41. Entretanto, a resistência dificultou o trabalho. Moradores interditaram a DF-463, com barricadas feitas com galhos, pneus e entulho. Os bombeiros retiraram a barreira, mas a região ficou sem transporte público durante todo o dia. 

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