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População brasiliense está apreensiva com poluição no Lago Paranoá

Parte das águas de um dos principais cartões-postais da capital federal continuam impróprias para banho e pesca. No entanto, banhistas e pescadores seguem em atividade

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postado em 21/11/2016 06:02

Ailim Cabral , Renata Rios

Hugo Gonçalves/Esp. CB/D.A Press

Devido à contaminação por cianobactérias, parte do Lago Paranoá continua sem balneabilidade: a recomendação é que os cidadãos evitem o banho e a pesca na parte sul das águas, entre o Pontão do Lago Sul e a foz do Riacho Fundo. Além dos problemas que a contaminação pode trazer em contato com a pele, como dermatite e alergias, no caso dos peixes a ingestão pode acarretar problemas ao fígado, por causa das toxinas presentes. Segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), ainda não se sabe o motivo desse florescimento de algas azuis, como as cianobactérias são chamadas.

A Assessoria de Imprensa do órgão informa que houve um aumento na carga de nutrientes que o lago recebe, o que desencadeou a proliferação. Entre as possíveis causas para o aumento das algas, a Adasa trabalha, principalmente, com a hipótese de despejo de esgoto irregular. “Pode ser uma ligação clandestina, pode ser um caminhão limpa-fossa ou até a sujeira acumulada, que foi arrastada pelas chuvas para o lago.” Apesar da recomendação de evitar entrar no Lago Paranoá, não é difícil encontrar banhistas e pescadores nas regiões contaminadas.

 
O autônomo Lincoln Medeiros, 26 anos, conferiu as áreas afetadas antes de sair de casa, mas resolveu ver com os próprios olhos o deck onde costuma pescar, perto da Ponte das Garças. Na manhã de ontem, ao chegar ao local e começar a pescar, reparou que peixes mortos boiavam na água e resolveu mudar a pescaria para o Lago Norte, onde não há sinais de contaminação. “Peguei um peixe aqui, mas vou usar como isca. Para consumo, só o que eu conseguir no Lago Norte”, disse.

Desconfiado do posicionamento do governo, que afirmou que o problema é pontual e não deve se expandir, Lincoln se preocupa com a chance de a situação piorar. “Eu pesco toda semana, mas, agora, não vou sair de casa sem pesquisar os lugares antes.” Segundo a Adasa, para solucionar o problema, é necessário que a entrada de matéria orgânica seja suspensa no Lago Paraoná. “Esse grande volume de cianobactérias se diluirá ao longo do tempo. Precisamos é cessar a fonte de nutrientes”, explica Camila Campos, coordenadora de Informações Hidrológicas do órgão.
 
Já o açougueiro Luzivan Fernandes, 33, que esteve na mesma região da Ponte das Garças, não demonstrou muito receio. “Eu pesco por lazer, só para aliviar o estresse do dia a dia”, explica. Antes de saber sobre a contaminação, Luzivan consumia os peixes, mas afirmou que, apesar de continuar a pesca, não vai correr mais esse risco. “Vou evitar. Vi alguns peixes boiando aqui e só volto a consumir depois que saírem os laudos”, acrescentou.

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