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Economia forçada de água no DF começa a partir desta quarta

Algumas regiões administrativas começam a sentir nas torneiras de casa a queda na pressão da água. A decisão partiu da Caesb, como uma medida paliativa, a fim de evitar que o racionamento vire, de fato, uma realidade no DF

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postado em 23/11/2016 06:05

Isa Stacciarini , Carolina Cardoso*

Carolina Cardoso/Esp. CB/D.A Press


Moradores de Ceilândia terão a pressão da água reduzida a partir de hoje. Essa é uma das medidas da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) na tentativa de diminuir o consumo hídrico para recuperar a Barragem do Descoberto: o maior reservatório da região, que abastece 65% da população do Distrito Federal e atualmente agoniza. Ontem o nível dele chegou a 20,25% da capacidade total, percentual pouco maior do que foi registrado na última segunda-feira, quando ficou em 20,07%. Já a barragem de Santa Maria permaneceu em 40,96%. A diminuição da água nas torneiras deve durar, no mínimo, até janeiro e vai seguir um cronograma previsto, inicialmente, até 14 de dezembro. No entanto, a Caesb reforçou que não existe uma data certa para a medida chegar ao fim e garantiu: esta é uma atitude anterior ao racionamento. A novidade começará por Ceilândia porque a cidade é a maior região administrativa, logo, com o maior impacto no consumo.


Regiões altas sofrerão mais com a novidade e podem chegar a registra
r 5 metros de coluna d’água. Normalmente, quando não há alteração no fluxo, a pressão se mantém por volta de 10 metros de coluna d’água. Nas regiões menos afetadas, essa medição deve girar em torno de 7 metros a 8 metros. “Dependendo da região o impacto será maior. Queremos trabalhar durante o dia abaixo de 10m de coluna d’água e à noite, como o consumo diminui, a pressão naturalmente vai retornar à normalidade”, detalhou o presidente da Caesb, Maurício Luduvice.

Segundo ele, a ação será avaliada diariamente para observar como o consumo se manterá. “Mesmo com as chuvas, não é hora de relaxar. A medida será mantida pelo tempo necessário. A expectativa é que entre dezembro e janeiro ainda esteja valendo. Vamos observar o consumo e a quantidade de chuvas”, explicou.

Para preservar o a Barragem Descoberto, a mais afetada até agora, a Caesb começou, no início da semana, a captar água do córrego Crispim, no Gama.  O objetivo é dar condições ao reservatório para recuperar os níveis.

Luduvice garantiu, ainda, que a diminuição na pressão da rede é uma medida anterior ao racionamento. Segundo ele, essa é uma ação para restringir o consumo. “É bem distante do racionamento. O plano seria mais traumático para os consumidores e o sistema de distribuição de água. Não está descartado, mas é uma medida extrema que será tomada no momento necessário”, afirmou.

 

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