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Polícia faz buscas em hospital da PM por suspeita em Máfia das Próteses

Segundo investigações, os trabalhos têm relação com a suspeita do envolvimento de médicos oficiais na Máfia das Próteses

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postado em 23/11/2016 08:45 / atualizado em 23/11/2016 13:52

Isa Stacciarini

Walder Galvão/Esp.CB/D.A Press

Policiais civis fazem buscas e apreensões no Centro Médico Hospitalar da Polícia Militar. Segundo investigações, os trabalhos tem relação com a suspeita do envolvimento de médicos oficiais na Máfia das Próteses. É a continuidade dos trabalhos da Operação Mister Hyde que investiga a participação de médicos e hospitais particulares do DF em cirurgias irregulares com órteses e próteses.
 
A ação é conduzida por policiais da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) em parceria com a Corregedoria da Polícia Militar. Agentes recolheram computadores, materiais e documentos da sala de oficiais alvos das investigações. Um deles é diretor da Diretoria de Assistência Médica do Departamento de Saúde e Assistencial ao Pessoal do subcomando geral da Polícia Militar do DF
 
Policiais militares retiraram as equipes de imprensa do estacionamento da unidade médica da corporação. De acordo com eles, o local se trata de uma área militar. A recomendação é de que os veículos fiquem do lado de fora do hospital durante a ação da Polícia Civil.   
 
Há suspeita de mais de 200 pacientes submetidos a procedimentos operatórios desnecessários ou com material vencido e de baixa qualidade. Em outubro o delegado Luiz Henrique explicou que um levantamento mais abrangente no DF nos últimos cinco anos mostrou que o esquema movimentou cerca de R$ 40 milhões — R$ 10 milhões a mais do que o previsto inicialmente.
 
Até agora, estão identificados quatro grupos, todos eles com a participação clara de empresas e médicos. No primeiro, havia profissionais que encaminhavam pacientes para cirurgias sem necessidade. Em outro, especialistas e empresas trocavam os equipamentos. No terceiro, aqueles que acrescentavam equipamentos desnecessários para que a operação rendesse mais. E, no último, ficavam os que agiam no pagamento de propina aos envolvidos. 
 
A Operação Mister Hyde já teve duas fases. Em 1º de setembro, promotores e agentes cumpriram 21 mandados de busca e apreensão e 12 mandados de prisão. Médicos e empresários do ramo de órtese e prótese foram alvo da ação e atuavam no Hospital Home (613 Sul). Entre os fornecedores, estava o dono da empresa fornecedora dos materiais, a TM Medical, além de funcionários. Em 6 de outubro, promotores e investigadores da Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco) cumpriram a segunda etapa da ação no Hospital Daher, no Lago Sul.


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