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Correio Braziliense

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Número de ataques de escorpiões sobe 27%; na rede pública, falta antídoto

Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde admitem dificuldades para manter o fornecimento; alerta é de que ainda não há prazo para a distribuição voltar à normalidade

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postado em 25/11/2016 06:00 / atualizado em 25/11/2016 00:00

Otávio Augusto

Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press


Entre o ataque de um animal peçonhento — provavelmente uma aranha — e o desfecho do atendimento médico, Cauê, 5 anos, esperou mais de quatro horas e peregrinou por três hospitais, sendo um particular e dois públicos. Somente o soro antiveneno poderia aliviar as dores na mão esquerda e as complicações que podem levar à morte. O menino não tomou o antídoto. Por sorte, o quadro clínico não se agravou. O caso, porém, revela uma realidade preocupante: a baixa no estoque do insumo na capital federal. Em algumas regiões administrativas, nem sequer é possível encontrar o produto. A Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde admitem dificuldades para manter o fornecimento. O alerta é de que ainda não há prazo para a distribuição voltar à normalidade.

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São muitas as incertezas relacionadas ao abastecimento. O Correio apurou que, este ano, houve meses em que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica não recebeu nenhuma ampola de antiveneno. No último semestre, os repasses têm permeado a margem de 30% do necessário. Mesmo com a carência, o DF teve de repassar o insumo a outros estados que também estão com estoques comprometidos. Dos 15 hospitais da rede, somente as unidades de Planaltina, Brazlândia, Ceilândia, Guará e Gama têm recebido o produto, devido ao alto índice de acidentes nessas cidades. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) —  unidade de referência, pela localização central — também recebe doses.

A Vigilância Epidemiológica monitora os casos e ressalta o crescimento de ocorrências. Até a primeira semana de novembro, os registros de 2016 superaram em 27% os do ano passado. Os atendimentos a pessoas picadas por escorpiões saltaram de 562, em 2015, para 714, tornando-se um problema crônico na cidade. Para se ter dimensão da gravidade, na última década, mais de 3,5 mil pessoas na capital federal foram vítimas de ataques de escorpião. No início da série histórica, em 2005, houve 148 atendimentos do tipo. Este ano, há, ainda, 64 notificações envolvendo aranhas e 129 com serpentes (leia Panorama). O veneno pode atacar o sistema nervoso e levar à morte, dependendo da quantidade injetada, da profundidade da lesão e da fragilidade do sistema imunológico da pessoa.

 

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