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Fechado desde agosto, Piantella reabre dia 5 com fotos históricas

Reduto da alta gastronomia, Piantella havia encerrado 39 anos de atividades em 31 de agosto

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postado em 25/11/2016 06:44

Liana Sabo

Orlando Brito/Divulgacao

“A capital do Brasil é Brasília e a capital de Brasília é o Piantella”. Com essas palavras o empresário Omar Peres, entre os amigos chamado de Catito, encomendou ao fotógrafo Orlando Brito 200 fotos históricas clicadas na cidade para ornamentar as paredes do salão principal e bar do Piantella, reduto da alta gastronomia, que decidiu reabrir depois da casa ter encerrado 39 anos de atividades, no último 31 de agosto.

 

Para Catito, 59 anos de alma carioca, embora tenha nascido em Minas, o Piantella é o “quinto poder”. Ele, que é dono de dois símbolos do Rio de Janeiro —  o Fiorentina e o Bar da Lagoa — , ficou tão impressionado com o acervo de fotografias que Brito lhe mostrou no laptop, que selecionou as mais expressivas e as levou pessoalmente ao moldureiro para dar-lhe um trato. A de JK com Dona Sarah vai ganhar um painel. Outro destaque será dado à foto de Ulysses Guimarães, personagem cultuado na casa depois de ter sido frequentador habitual.

 

Até o dia 3 de dezembro, A Loja das Molduras (302 Norte) não fará outro serviço a não ser preparar as fotos em preto em branco dos políticos. Na exposição que estará no restaurante, a intolerância política não tem vez. Numa única imagem, estão juntos Temer, Dilma e Lula, na primeira posse em 2011.

 

Considerado um comprador quase compulsivo quando o assunto é Rio de Janeiro, Catito surpreendeu o circuito gastronômico brasiliense pela opção, já que não tinha nenhum negócio aqui. “O que me interessa são lugares aonde as pessoas vão não só para comer e beber bem, mas que se identificam com a história”, justifica o empresário, que também é dono das padarias Guerin e se tornou parceiro de Ricardo Amaral, com quem vai reabrir em grande estilo o Hipopotamus, no dia 17 de janeiro.

 

Catito comprou o Piantella do advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, “de porteira fechada”, como se diz no jargão econômico. Nenhum dos dois revela o valor, em função de uma cláusula de confidencialidade do contrato. “Foi um bom negócio para ambas as partes”, desconversa o restaurateur, que chamou todo o antigo staff para voltar ao trabalho – do cozinheiro ao garçom, incluindo o pianista Mário. Comandará o dia a dia do restô, que reabre dia 5 para convidados, Roberto Peres, irmão de Omar.

 

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