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Funcionários encontram escorpião em enfermaria de hospial público

O caso aconteceu esta semana, no Hospital Regional da Asa Norte e o aracnídeo foi conservado em um vidro com álcool

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postado em 25/11/2016 12:56 / atualizado em 25/11/2016 14:50

Luiz Calcagno , Otávio Augusto

Divulgação
Funcionários do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) encontraram um escorpião na enfermaria da unidade. O caso aconteceu esta semana e o aracnídeo foi conservado em um vidro com álcool.  Funcionária da unidade conversou com a equipe do Correio Braziliense sem se identificar, e informou que “não é o primeiro caso”.

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“Isso já aconteceu outras vezes. Eu cheguei na sala do enfermeiro e vi o vidro. Me disseram que encontraram (o escorpião) na enfermaria. Eles (os funcionários) o pegaram, colocaram no vidro e fizeram as notificações necessárias. É o maior que eu já vi. Já apareceu um na creche das crianças e em vários outros lugares”, relatou.

A detecção do espécime acontece em um momento em que o estoque de soro antiveneno está em falta justamente na rede pública de Saúde. O Correio apurou que, este ano, houve meses em que a Diretoria de Vigilância Epidemiológica não recebeu nenhuma ampola de antiveneno. No último semestre, os repasses têm permeado a margem de 30% do necessário. Mesmo com a carência, o DF teve de repassar o insumo a outros estados que também estão com estoques comprometidos.

 Dos 15 hospitais da rede, somente as unidades de Planaltina, Brazlândia, Ceilândia, Guará e Gama têm recebido o produto, devido ao alto índice de acidentes nessas cidades. O Hospital Regional da Asa Norte (Hran) —  unidade de referência, pela localização central — também recebe doses.

té a primeira semana de novembro, os registros de 2016 superaram em 27% os do ano passado. Os atendimentos a pessoas picadas por escorpiões saltaram de 562, em 2015, para 714, tornando-se um problema crônico na cidade. Para se ter dimensão da gravidade, na última década, mais de 3,5 mil pessoas na capital federal foram vítimas de ataques de escorpião. No início da série histórica, em 2005, houve 148 atendimentos do tipo

Este ano, há, ainda, 64 notificações envolvendo aranhas e 129 com serpentes (leia Panorama). O veneno pode atacar o sistema nervoso e levar à morte, dependendo da quantidade injetada, da profundidade da lesão e da fragilidade do sistema imunológico da pessoa.

A assessoria de imprensa da Secretaria de saúde nagou o caso. Por nota, informaram que, segundo a direção administrativa do HRAN, “não houve captura de aracnídeos na unidade recentemente”. Eles garantiram, ainda, que o prédio passa por dedetizações a cada 60 dias. “Além disso, a direção realiza as medidas de prevenção para evitar que escorpiões apareçam na unidade, como coleta diária do lixo hospitalar e da cozinha e limpeza local, por exemplo”.

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