SIGA O
Correio Braziliense

publicidade

GDF promete centralizar assistência oncológica para sanar crise na saúde

A lista de espera para a mamografia, por exemplo, conta com 8,5 mil nomes

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 26/11/2016 07:00

A crise que afeta os serviços de oncologia do DF forçou o governo a dar celeridade à construção de um hospital especializado. O sucateamento se reflete diretamente no índice de mortes por câncer na cidade: 43% dos pacientes diagnosticados com a doença não resistem — essa é a segunda principal causa de óbito no DF, perde apenas para problemas cardiovasculares. Para se ter ideia da dimensão do problema, 1,2 mil pessoas aguardam para iniciar o tratamento de radioterapia, e 700, somente no Hospital de Base (HBDF), para cirurgia oncológica. A lista de espera para a mamografia conta com 8,5 mil nomes.

Na prática, o Executivo local centralizará a assistência oncológica para tentar sanar a severa crise do setor. Atualmente, há cerca de 25 mastologistas e 50 urologistas no quadro da Secretaria de Saúde. “Vamos otimizar os tratamentos, com aparelhos de tecnologia avançada e estruturas modernas. O principal desafio é realizar o tratamento nos tempos adequados”, pondera a coordenadora de Atenção Especial à Saúde, Viviane Rezende. Hoje, o paciente espera, no mínimo, 30 dias para chegar ao centro cirúrgico para a retirada de tumores. O DF também não tem, por exemplo, aparelho adequado de radioterapia para o tratamento de câncer de próstata.

Leia mais notícias em Cidades

A construção do Hospital do Câncer representa uma ampliação de 30% na assistência, segundo cálculos do governo. A estrutura atual conta com 12 mamógrafos e dois aparelhos de radioterapia. Ao todo, serão seis blocos e 172 leitos, em um terreno de 33 mil metros quadrados na Asa Norte. O custeio do funcionamento da unidade, estimada em R$ 20 milhões mensais, depende de uma parceria entre a Secretaria de Saúde e o Ministério da Saúde, que ainda é negociada.

Estratégia

As diretrizes do Plano Oncológico tiveram de ser alteradas para possibilitar a construção. O acesso será regulado, ou seja, a unidade receberá apenas pacientes eletivos com consultas, tratamentos e cirurgias agendados. “Se colocássemos esse hospital na mesma sistemática, tornaria-se algo semelhante ao que ocorre no Hospital de Base e isso não extinguiria as filas de espera porque continuaríamos concorrendo com os procedimentos de urgência e emergência”, explica Viviane.

Para construir o Hospital do Câncer, o governo angariou R$ 122 milhões em emendas parlamentares e, em contrapartida, desembolsará R$ 44 milhões. O prédio ficará pronto em até quatro anos. “Se conseguirmos implementar toda a estratégia, não teremos problemas no setor oncológico pelos próximos 30 anos. O sistema é vivo e ele se reinventa.”

publicidade

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.

publicidade