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Correio Braziliense

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Justiça absolve decorador que fugiu para Paris após calote em noivas do DF

Essa foi uma das 21 ações penais que tramitam contra ele na Justiça. De acordo com o juiz, não é possível comprovar que o réu tenha agido de má-fé

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postado em 10/01/2017 20:24 / atualizado em 10/01/2017 21:39

Reprodução/Facebook
 
 
O juiz da 8ª Vara Criminal de Brasília absolveu o sócio-proprietário de uma empresa de decoração para casamentos Chrisanto Lopes Galvão Netto acusado de estelionato por mais de 100 noivas. Esta foi uma das 21 ações penais que tramitam contra ele na Justiça. De acordo com o juiz, não é possível comprovar que o réu tenha agido de má-fé, com conhecimento prévio de que não poderia realizar os serviços contratados para um casamento em 2015. Ainda cabe recurso da decisão.
 

O magistrado explicou na decisão que as provas anexadas ao processo atestam que Netto Galvão “promoveu a execução dos contratos de prestação de serviço por ele celebrados até a derradeira hora do 'fechamento da empresa'. Ou seja, buscou prestar todos os serviços contratados na esperança de readquirir a estabilidade financeira”. E prossegue: "É razoável afirmar, portanto, que o acusado empreendeu todos os esforços para cumprir o maior número de contratos possível, o que, entretanto, a bem da verdade, não foi suficiente para manter a empresa e para atender a todos os clientes que contrataram seus serviços de decoração".

O juiz concluiu defendendo que "não se pode deduzir que tenha o acusado agido com má-fé ou com a intenção deliberada de enganar ou de prejudicar terceiros. Certamente, o que de fato revela os autos é que o acusado foi imprudente na direção da sua empresa, notadamente na tentativa de restabelecer as condições financeiras mínimas para manter o negócio funcionando”.
 
Carlos Vieira/CB/D.A Press
 

Fuga

Segundo o Ministério Público, autor da ação, em de fevereiro de 2015, o decorador simulou contratar com as vítimas a prestação de serviços para decorar a Igreja São Judas Tadeu e o local da festa do casamento, com data marcada para julho daquele ano. Como o profissional era conhecido no ramo de decoração, solicitou o pagamento da prestação de serviços à vista e em dinheiro, no valor de R$ 23 mil. No entanto, Netto Galvão não prestou o serviço e, com o dinheiro obtido das vítimas, fechou o estabelecimento comercial entre os meses de fevereiro e maio de 2015 e fugiu para a França. 

A vítima conta ainda que, cerca de três meses após a celebração do contrato, foi alertada pela cerimonialista de supostos descumprimentos de contratos e que, desde então, não conseguiu contato com o decorador. A então noiva relatou que ele não prestou o serviço, tampouco devolveu os valores pagos, que jamais foi procurada para ressarcimento e que nenhum outro serviço da festa de casamento foi pago à vista. 

O decorador, por sua vez, admitiu a contratação e a obrigação de prestar o serviço de decoração, o recebimento dos valores e a ausência de prestação do serviço contratado. Alegou, ainda, desconhecimento da real situação financeira da empresa, a cargo de terceiro. Diz que foi aconselhado por seu advogado, por ocasião do fechamento da empresa, a afastar-se de Brasília, por medida de segurança, e também a não responder aos e-mails dos clientes.

Com informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

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Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Erlon
Erlon - 11 de Janeiro às 16:50
A justiça brasileira não é cega, ela é paga para não enxergar...
 
Ernesto
Ernesto - 11 de Janeiro às 17:25
Erlon, e$$a JU$TIÇA já e$tá vendida a muito tempo, lembra do Juiz Lalau do TRT de São Paulo. Quem deverá julgar será DEUS.
 
Walter
Walter - 11 de Janeiro às 14:11
Esse pilantra prejudica mais de 100 noivas, tem 21 ações criminais contra ele, fugiu sem dar qualquer explicação e o excelentíssimo juiz não vê má-fé nisso. Não é apenas deficiência visual do magistrado... é que a Justiça é cega mesmo!!!
 
José
José - 11 de Janeiro às 11:29
Para evitar CALOTEIROS e JUIZ DESSE TIPO é fazer tudo à moda antiga. NÃO CONTRATAR TERCEIROS PARA NADA. Façamos tudo em família, que além de prazeiroso, reafirma o caráter de amizade e apreço entre as pessoas. não precisa de dar dinheiro a bandido ! ! !
 
Ernesto
Ernesto - 11 de Janeiro às 17:27
João, isso seria muito melhor mesmo. Montar uma força tarefa com familiares e amigos, delegar funções e tarefas para cada um. Boa ideia.
 
João
João - 11 de Janeiro às 10:53
Infelizmente, com essa Legislação capenga, onde não se consegue manter preso nem um homicida; um estelionatário então é que não fica preso mesmo. Quando o Bandido mata e é maior, "virou bandido porque não teve oportunidade". Se for bandido menor "matou porque não sabia o que estava fazendo". Quando se trata de uma pessoa comum que zoou na internet, é presa por crime de ódio.
 
Mano
Mano - 11 de Janeiro às 10:35
É uma noticia muito triste,fomos enganados, a única esperança foi por terra.
 
Mano
Mano - 11 de Janeiro às 10:35
É uma noticia muito triste,fomos enganados, a única esperança foi por terra.
 
cleyvisson
cleyvisson - 11 de Janeiro às 09:39
Absolvido significa ISENTO de DEVOLVER o dinheiro?? Se for, onde está a justiça nisso? É um roubo legalizado, e aprovado por que deveria promover a JUSTIÇA!
 
Ernesto
Ernesto - 11 de Janeiro às 09:25
Prezados(as), então o JUDICIÁRIO está dando aval para os ESTELIONATÁRIOS deem golpe nas pobres NOIVAS, acho que essas NOIVAS poderiam criar uma ASSOCIAÇÃO (o próprio PROCON poderia fiscalizar esses CONTRATOS) que faça essas preparações de cerimônias e festas de casamento e outros eventos, assim, não haveria atravessadores DESONESTOS.
 
José
José - 11 de Janeiro às 08:40
Eu sou leigo, não sou juiz, mas, qualquer orelha seca, vê nesse caso ação de má fé desse sujeito. Que justiça é essa?
 
waldir
waldir - 10 de Janeiro às 21:53
Deve ter sido as vítimas que agiram de má fé, se fosse num país sério esse Juiz estaria desempregado.
 
Ferma
Ferma - 10 de Janeiro às 20:59
O que e Interessante e que esse sujeito Vai ser o exemplo negativo para todos os outros que fecharam as suas empresas de decoracao e que irao sair ilesos, se se todas as acoes tiverem esse fim. Absurdoooooo! Sera que pagou todos envolvidos? Nao duvido se abrir outra empresa.

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