Encontrado corpo de coronel da FAB que desapareceu em alto-mar em Natal

Max de Carvalho Dias morava em Brasília e estava desaparecido desde 5 de janeiro. Ele saiu do Iate Clube de Natal para praticar pesca esportiva e não retornou

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postado em 11/01/2017 12:22 / atualizado em 11/01/2017 19:09

Facebook/Reprodução
 

Após três dias de buscas, foi encontrado o corpo do coronel da Força Aérea Brasileira (FAB) de Brasília Max de Carvalho Dias, no início da manhã desta quarta-feira (11/1), segundo informações do Iate Clube de Natal. O militar estava desaparecido desde quinta-feira (5/1), em Natal (RN), quando saiu para praticar pesca esportiva em alto-mar.

O corpo estava boiando no litoral norte potiguar, nas redondezas da praia de Caiçara do Norte, distante 120km de Natal. Uma equipe do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte está no local e acompanha a identificação oficial e a remoção do cadáver.

O Comando do 3º Distrito Naval informou, em nota, que uma embarcação pesqueira encontrou o corpo. “Uma equipe da Capitania dos Portos do Rio Grande do Norte se deslocou para o local e apoiou o Instituto Técnico-Científico de Perícia que recolheu o corpo e está realizando o traslado para Natal, para identificação”, ressalta trecho do texto. Os trabalhos de busca permanecem nesta quarta-feira para encontrar o outro pescador.

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A principal suspeita do Iate Clube de Natal é a de que tenha ocorrido um naufrágio. "Ao amanhecer, recebemos a notícia que o corpo dele estava boiando. É muito triste. Ainda tínhamos esperança de que poderia ter havido uma pane elétrica na lancha e que eles estavam à deriva no mar", disse ao Correio o comodoro em exercício do Iate Clube de Natal, Kaleb Freire.

O outro tripulante — um pescador que não teve a identidade relevada — e a lancha de 8,5m ainda não foram localizados. "Isso reforça a suspeita de naufrágio. Não há vestígios da embarcação na água", explica Kaleb Freire.

Max morava em Brasília e trabalhava na Secretaria de Aviação Civil do Ministério do Transporte, Portos e Aviação Civil. Familiares do coronel estão em Natal e preferem não comentar o caso no momento.

 

O Ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella Lessa, divulgou em que lamenta o incidente. “Max trabalhou na Secretaria de Aviação Civil desde sua criação, em 2011, onde teve notado protagonismo na formulação de ações de segurança para o espaço aéreo brasileiro. Neste momento de dor, quero me solidarizar com os familiares, amigos e colegas”, escreveu. O militar era Coordenador-Geral de Gestão da Navegação Aérea Civil da pasta. 

 

O militar e o pescador saíram para praticar pesca esportiva por volta das 8h da última quinta-feira. Geralmente, o coronel ia ao Iate Clube de Natal para fazer a manutenção de sua embarcação. Segundo os relatos de pessoas da região, ele gostava de pescar nas proximidades da costa de Tabatinga, distante 45km de Natal.

 

Buscas em alto-mar 

A falta de localizador na embarcação foi uma das dificuldades encontradas durante as buscas. O resgate também foi prejudicado porque eles não respondiam ao rádio. A Marinha vasculhou uma área de mais de 13,5 mil quilômetros quadrados, entre as praias dos municípios de Baía Formosa, no extremo Litoral Sul potiguar, até a praia de Macau, na região Central do Rio Grande do Norte.

Há três anos, a mesma dupla, segundo Iate Clube de Natal, saiu num feriado para pescar e chegaram a desaparecer. Naquela ocasião, eles estavam em um barco inflável com motor. A embarcação afundou e por mais de 24 horas eles ficaram a deriva. Em 2013, o resgate ocorreu em Santa Rita, município vizinho de Natal.

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flavio
flavio - 11 de Janeiro às 20:57
essa historia está mal contada...precisa esclarecer melhor!!!cadê a prova do crime...
 
Flávia
Flávia - 11 de Janeiro às 13:53
Se fosse naufrágio, então kd a lancha e outro corpo ?