Bloco Virgens da Asa Norte se prepara para abrir o pré-carnaval brasiliense

Hoje, organizadores fazem festa a fim de arrecadar recursos para o grande desfile, em 5 de fevereiro. Além da animação, campanha alerta foliões sobre a importância do sexo seguro

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postado em 14/01/2017 06:15 / atualizado em 03/02/2017 12:41

Helio Montferre/Esp. CB/D.A Press


De uma conversa informal de bar, surgiu a ideia: por que não trazer um pouco da tradição do carnaval de Olinda para Brasília? Ao som de frevo, amigos fantasiados e muita animação, há sete anos, surgia o bloco Virgens da Asa Norte. Nome inspirado em um bloco pernambucano que arrasta milhares de foliões fantasiados de mulher. O grupo, que abre as festividades carnavalescas de Brasília, começou com apenas 100 pessoas. Para este ano, a expectativa de público é de 10 mil foliões, que prometem agitar a cidade seguindo as propostas de liberdade de expressão e respeito. Mas o principal é levar diversão para todos que o acompanhem.

 

Para os organizadores, o período do carnaval não se trata apenas de um momento de celebração. Ultrapassa as barreiras da realidade e vai ao encontro de um mundo lúdico. Wagner Lucena, 44 anos, começou como folião e hoje participa da coordenação a agremiação. Para ele, este é o tempo daqueles que durante o ano sofrem algum tipo de opressão. “Essas pessoas que se sentem excluídas, pelo menos   rante esses quatro dias de evento,  odem colocar todo o sofrimento para fora, por meio de fantasias, seja pela música, seja assumindo um papel. É a hora em que todos têm voz.”

 
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Wagner ressalta ainda que, à medida que vão crescendo, os blocos começam a assumir um papel dentro da dinâmica da cidade. “Você tem um evento que reúne 5 mil, 10 mil pessoas. Abre-se, então, a possibilidade de ter a atenção dessas pessoas  voltada para algo. Aquele dia é uma oportunidade de ouro para você trabalhar temas interessantes, assuntos que foram abordados durante o ano de uma forma densa. Podemos, assim, trabalhar de forma leve, mas ainda com o objetivo de conscientizar”, ressalta.  

Um fator interessante do Virgens da Asa Norte é o trabalho conjunto com a Secretaria  de Saúde do Distrito Federal e o Núcleo de Prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids. Henrique Aragão, 32, um dos fundadores, comenta que sempre abordam as questões de sexo seguro durante a folia. “A gente distribui camisinha. Quando conseguimos, colocamos um lugar para exame de testagem, no qual o pessoal conversa sobre os tópicos de saúde sexual e faz alguns exames.” 

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