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Correio Braziliense

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Prata da Casa: Menino de Ceilândia busca fortalecer a cultura nordestina

Desde 2006, o grupo ensina a dança popular brasileira na cidade, com apresentações na época carnavalesca. Associação oferece, desde 1995, diversas atividades culturais

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postado em 17/02/2017 13:26 / atualizado em 17/02/2017 15:51

Andre Violatti/Esp. CB/D.A Press - 16/3/16

Há 21 anos nascia, em Ceilândia Sul, um bloco empenhado em manter a raiz nordestina na cidade. Idealizado por Aylton Velez, filho de paraibanos e morador do local, o Menino de Ceilândia surgiu para enriquecer a cultura da cidade, oferecendo oficinas de frevo, artes plásticas e cordel, tanto para a qualificação profissional dos participantes quanto para a geração de renda. Desde então, a associação tem sido uma das mais atuantes no local.
 
“Na época havia saído uma reportagem mostrando que Ceilândia era a cidade onde tinha o maior número de pais que eram crianças. Com isso, também queríamos homenagear esses jovens. O nosso primeiro boneco foi o ‘Menino de Ceilândia’ e daí saiu o nome”, conta o criador da iniciativa. As festas em épocas carnavalescas resultaram na criação da Associação Cultural Menino de Ceilândia.

Foi em 2006, que surgiu o grupo de frevo, que chegou a integrar até 80 pessoas. “O grupo é aberto, então, quem quiser participar e aprender, só precisa vir. Não cobramos nada, até porque, a maioria que nos procura não tem condições”, convida Velez. Ao longo dos anos, desenvolveram oficinas em Ceilândia Norte, em um espaço cedido. Já foram ministradas aulas de serigrafia, confecção de bonecos, costura, música e frevo. 
 
 

Multiplicadores

Sem uma renda mensal para custear aulas com professores de dança formados, a associçaõ conta com o apoio o multiplicadores, ex-alunos que aprenderam as artes presentes no projeto e agora passam suas experiências para os mais novos no grupo. Um deles é Alan Marino, de 22 anos, que participa do grupo desde 2010. 

A maior parte dos participantes do Grupo de Frevo do Bloco da Associação Cultural Menino de Ceilândia são crianças e adolescentes. Para Aylton, essa fase é ideal para o aprendizado e interesse dos aprendizes. “Quanto mais novo a criança chega, mais tempo ela passa conosco aprendendo. Geralmente, quando são mais velhos, entrando na adolescência, a tendência é ficarem menos tempo, por conta de outras obrigações”, delimita.

Embora o trabalho seja árduo e feito sem lucro financeiro, os envolvidos encontram no dia a dia, a cada apresentação, o incentivo necessário para prosseguir com as atividades. “O que nos motiva a continuar é ver as crianças se empenhando e participando com alegria. Só atingindo esses meninos e meninas que conseguimos chegar na família, mostrando essa cultura. É uma forma de renovação”, afirma o multiplicador Alan.

Serviço

Associação Menino de Ceilândia
QNM 03, conjunto M, casa 08 - Ceilândia Sul (próximo a administração)
Telefones: 9 8157-8180 ou 9 8100-5736
 
 
* Estagiária sob supervisão de Humberto Rezende 

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