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Correio Braziliense

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Localizada a mãe de bebê encontrado no Lago; delegado pede a prisão dela

Elisângela Cruz dos Santos Carvalho, 36 anos, estava dormindo em uma árvore, nos fundos de uma casa à venda, no Lago Sul. Ela foi levada à 10ª DP (Lago Sul) para prestar depoimento

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postado em 12/04/2017 15:43 / atualizado em 12/04/2017 19:12

CBMDF/Divulgação
 

A mãe do bebê de cinco meses encontrado morto no Lago Paranoá foi localizada, na tarde desta quarta-feira (12/4). Elisângela Cruz dos Santos Carvalho, 36 anos, está na 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul). Titular da unidade policial, o delegado Plácido Rocha adiantou que vai pedir a prisão preventiva dela. Ao documento a ser enviado à Justiça, vai ser anexado o laudo psicológico da mulher, feito por uma psicóloga da Polícia Civil.

 

Um juiz pode decidir por soltá-la, já que não houve flagrante. Ainda, o magistrado pode optar por interná-la em um hospital psquiátrico ou mandá-la direto para o presídio feminino, a Colmeia.

 

Luís Nova/Esp.CB/D.A Press
 

 

A princípio, Elisângela será indiciada por homicídio simples. No entanto, a tipificação pode mudar com o desenrolar das investigações. "Não sabemos se ela matou o filho", ressaltou o delegado Plácido Rocha. Ele disse estar preocupado com a integridade física da mulher. "Se o juiz decidir pela liberdade dela, vamos entrega-la à família e orientar pela internação dela. Visivelmente, ela não está bem", ressaltou.

 

Luís Nova/Esp.CB/D.A Press
 

 

Elisângela estava no terreno de uma casa desocupada, na QL 26 do Lago Sul, há ao menos cinco dias. O imóvel está à venda. A sede do partido Pros é vizinha à residência. Acredita-se, que ela teve acesso ao terreno pela orla do Lago Paranoá. Ferdinand Andre Sousa da Silva, 40 anos, que trabalha na sede do Pros como editor de vídeo, foi quem a encontrou em cima de uma árvore, no quintal da residência, às margens do espelho d'água, e acionou a Polícia Militar.

 

 

 

No momento em que os policiais militares a abordaram, Elisângela usava jeans e blusa vermelha. Sob a árvore, havia uma bolsa. Dentro dela, os PMs encontraram uma carteira preta, um cartão telefônico, R$ 3 em moedas e um sutiã. Como não havia documentos, é prematuro dizer que tudo pertencia à Elisângela, segundo os policiais.

 

A PM chamou o Corpo de Bombeiros para recolhê-la, pois, além de abatida, dava sinais de estar confusa. A mulher soube apenas informar o primeiro nome. Afirmou não saber quem é a mãe dela nem que tem filhos. Parecia estar perdida, sem sentidos, segundo os policiais militares que atenderam o chamado e a levaram à 10ªDP para prestar depoimento.

 


"Ela está fora do ar. Sabe quando você sofre um acidente e fica em choque? É assim. Não estava ferida, mas, emocionalmente, está abalada. Nesse momento, é complicado afirmar qualquer coisa sobre o estado emocional dela", afirmou a tenente Morena Barbosa, da Polícia Militar. A denúncia chegou ao Ciade, às 15h10. O homem que a viu, achou-a parecida com as fotos divulgadas e chamou a PM.
 

Entenda o caso


A criança foi encontrada boiando no espelho d'água no último domingo (9/4). A mãe chegou a enviar mensagem a parentes dizendo que estava “partindo para uma viagem sem volta”, pedindo perdão a todos. Por volta do meio-dia da última sexta-feira, saiu de casa, em Santa Maria, com dois dos três filhos: o bebê Miguel, 5 meses, e Pedro (nome fictício), 4 anos. O corpo de Miguel deve ser enterrado na quinta-feira (13). O irmão dele, de 4 anos, está com a família.
 
Redes sociais/Divulgação
Quando foi encontrada, a criança estava com a chupeta presa à roupa por uma fita azul, vestindo uma calça de moletom amarela e uma regata com desenho de barcos. O corpo foi localizado na Península dos Ministros, à altura da QL 12 do Lago Sul.

O corpo foi levado para o Instituto de Medicina Legal (IML) pelo Corpo de Bombeiros. O laudo sobre a causa da morte só deve ficar pronto em 30 dias. Mas a polícia adiantou que não havia sinais de ferimentos no corpo nem fratura nos ossos do bebê. Na segunda-feira, três dias após o desaparecimento de Elisângela e no dia seguinte à repercussão do caso, a família procurou o IML e reconheceu a criança.

Equipes do Corpo de Bombeiros monitoravam o Lago Paranoá desde segunda-feira, das 6h à meia-noite. Nesta quarta-feira (12/4), as buscas eram feitas desde a Ponte Honestino Guimarães até a altura da Ermida Dom Bosco.  

Linha do tempo

Confira a evolução da investigação sobre o caso e como foram as buscas 

 

12 de abril

Elisângela é encontrada e encaminhada à 10ª DP (Lago Sul)  
 
11 de abril 

Familiares prestam depoimento na 10ª DP do Lago Sul. Elisângela continua desaparecida

 
10 de abril 
Com a repercussão do caso, a família procura a Polícia Civil e reconhece o corpo de Miguel
 
9 de abril, às 17h30 
Um homem que pilotava um jet ski vê o corpo de um bebê boiando no Lago Paranoá e avisa ao Corpo de Bombeiros. Uma equipe resgata o corpo de Miguel da água e encaminha para o Instituto de Medicina Legal (IML)

8 de abril, às 14h 
A família registra ocorrência sobre o desaparecimento de Elisângela
 
8 de abril 
Pedro aparece na porta de casa, sozinho e diz que a mãe o deixou lá
 
Entre 7 e 9 de abril 
Elisângela manda uma mensagem por WhatsApp para o grupo de família dizendo que fará “uma viagem sem volta” e pede perdão 
 
7 de abril, às 12h 

Elisângela Cruz dos Santos sai de casa, em Santa Maria, com dois dos três filhos: Miguel, 5 meses, e Pedro (nome fictício), 4 anos 

 

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