Acusado de matar professora no Gama é condenado a 30 anos de prisão

A pena deverá ser cumprida em regime fechado. A professora Raquel Costa Miranda levou um tiro no tórax após ser rendida e assaltada na frente de um posto de saúde

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 14/06/2017 22:44 / atualizado em 15/06/2017 00:17

Arquivo Pessoal
O homem que matou a professora Raquel Costa Miranda, de 41 anos, na frente de um posto de saúde do Gama, foi condenado a 30 anos de prisão pelo crime de latrocínio (roubo e morte). O crime ocorreu no dia 4 de janeiro deste ano, quando Raquel foi rendida, assaltada e baleada na frente do Posto de Saúde nº 5, no Setor Central do Gama. O suspeito foi localizado três dias depois, em 7 de janeiro, e confessou a autoria do crime.  
 
 
O juiz titular da 1ª Vara Criminal do Gama, responsável pela condenação de Leonardo Guilherme Bastos dos Santos, ressaltou que as consequências do crime são gravíssimas, pois a vida de Raquel Miranda foi ceifada de modo covarde, sem qualquer condição de se defender.
 
Devido a multirreincidência, por roubo circunstanciado e tráfico de drogas, o réu deverá iniciar o cumprimento desta pena em regime fechado. 
 

O caso

 
No dia 4 de janeiro de 2017, por volta das 10h30, Raquel Costa Miranda estacionou seu veículo em via pública próxima ao Posto de Saúde nº 5, Setor Central do Gama, e desembarcou. Enquanto ela se encaminhava ao estabelecimento médico, Leonardo, que portava uma arma de fogo, a abordou e anunciou o assalto, exigindo que ela lhe entregasse as chaves do carro e a bolsa. Assustada, Raquel tentou se desvencilhar de Leonardo, mas caiu no chão. Nesse momento, o acusado atirou no tórax da vítima, pegou as chaves do veículo (um Uno Way Vivace da cor vermelha) e fugiu nele. 
 
A vítima ainda foi socorrida por pessoas que estavam nas proximidades e por bombeiros que tentaram reanimá-la ainda no local do crime. Em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) levou Raquel ao Hospital Regional do Gama (HRG). Ela deu entrada na unidade em estado grave, mas não resistiu ao ferimento e morreu logo depois. 
 
Leonardo Guilherme Bastos dos Santos, 24 anos, vulgo "Canudo", foi preso na madrugada do dia 7 de janeiro. O suspeito falou à polícia que teria atirado na professora porque ela reagiu.  De acordo com ele, a intenção não era roubar o veículo, mas apenas as rodas. Ele indicou à polícia o local onde escondeu a arma de fogo usada no crime, um revólver calibre 38, que tinha duas munições intactas. A arma estava camuflada em uma área verde, em via pública, na quadra 25, rua 12, Boa Vista 2, no Novo Gama. Em depoimento à polícia, o criminoso afirmou que a arma foi comprada por R$ 3 mil.  
 
Após a prisão, Leonardo foi conduzido à 27ª DP, no Recanto das Emas, onde foi feita a apreensão da arma de fogo. Em áudios divulgados pela polícia, Leonardo alega que a vítima teria dito que a arma seria de brinquedo. "Eu engatilhei e ela deu um tapa bem em cima do gatilho, disparando o revólver", disse o acusado. Quando viu a repercussão do caso na imprensa, Leonardo teria decidido atear fogo no veículo roubado. 
 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Daniela
Daniela - 15 de Junho às 02:37
É um marginal mesmo. Como se o fato de alguém reagir a assalto fosse atenuante e motivo para que ele mate! Que a justiça não absorva isto e muito menos aplique!