Venda direta de lotes deve injetar R$ 112 milhões no caixa do GDF

A Terracap definiu as regras para a venda direta e os preços dos 885 terrenos de condomínios. Quem pagar à vista terá 15% de desconto. Só poderão participar os ocupantes que não tiverem outro imóvel residencial no DF

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 20/06/2017 06:55 / atualizado em 20/06/2017 16:19

Paulo H. Carvalho/D.A Press - 26/4/07
O GDF vai retomar a venda direta de terrenos em condomínios, uma década depois do primeiro edital da Agência de Desenvolvimento de Brasília (Terracap). No próximo dia 30, a empresa lançará as regras para a negociação dos lotes do Ville de Montagne, no Lago Sul. O preço médio dos imóveis será de R$ 205,7 mil, mas haverá desconto de 15% para quem quitar a dívida à vista. Nesse caso, o ocupante pagará R$ 174,8 mil. Os moradores do parcelamento ainda tentam reduzir o valor e pretendem fazer novas reuniões com representantes do governo para tratar dos gastos em infraestrutura no condomínio. O preço final pode sofrer variações antes do lançamento do edital, mas a expectativa é de que não haja reduções expressivas nos valores.

A venda direta poderá trazer um reforço importante para o caixa do governo. O GDF estima que cerca de 10% dos ocupantes pagarão os valores à vista para usufruir do desconto. Se a previsão se concretizar, isso vai representar uma arrecadação de cerca de R$ 112 milhões com a venda direta —  com pagamento de pelo menos R$ 11 milhões à vista. 
 
 
As normas da venda direta e o preço foram definidos após meses de negociações entre os moradores do Ville e a Terracap. O valor de mercado final dos lotes ficou, em média, R$ 398,9 mil. A estimativa levou em consideração os preços dos terrenos da Etapa 3 do Setor Jardim Botânico, vendidos recentemente em licitações públicas. Desse montante, a Terracap abateu os gastos com infraestrutura realizados pela comunidade, como construção de rede de energia, pavimentação, calçadas e meios-fios. O GDF abateu ainda a valorização decorrente desses investimentos, chegando ao preço médio de R$ 205,7 mil.

Variações

Esse valor é a média de terrenos de 800 metros quadrados. Haverá pequenas variações em função da localização do terreno. Lotes de esquina, por exemplo, podem custar até 5% a mais do que os imóveis de meio de quadra. O preço médio do lote de 1,7 mil metros quadrados ficou em R$ 409 mil e, para imóveis de 319 metros quadrados, R$ 102,7 mil. Os terrenos poderão ser financiados em até 240 meses pela Terracap.

Só poderão participar da venda direta os ocupantes que não tiverem outros imóveis residenciais no Distrito Federal. A expectativa da Terracap é de que 73% dos 885 lotes ocupados se enquadrem nas normas do edital. No caso dos terrenos cujos ocupantes tenham outro imóvel residencial no DF, a Terracap lançará um edital específico no fim de julho. O preço final será o mesmo, caso o morador comprove que já estava no lote em dezembro de 2016. Mas, nesses casos, a venda será feita com base nas regras da Lei 8.666/1993, ou seja, os terrenos serão licitados. Se o ganhador da licitação não for o atual ocupante, ele terá que pagar uma entrada média de R$ 193 mil, além de indenizar as benfeitorias construídas pelo ocupante.

Negociação

Lotes vazios e comerciais não serão vendidos nesta etapa. A expectativa da Terracap é lançar um edital para comercializar esses terrenos três meses após o edital de venda direta, ou seja, no fim de setembro. Nessas situações, também haverá licitação pública.

O presidente da Terracap, Júlio César Reis, diz que o avanço na venda direta só foi possível graças à negociação com os moradores e à prioridade dada à área pelo Buriti. “Começamos um diálogo com a comunidade, que foi muito positivo. Desde que o governador Rodrigo Rollemberg assumiu, ele definiu a regularização como prioridade”, comentou Júlio César. “No nosso entendimento, chegamos a um valor justo, que contempla descontos da infraestrutura e da valorização. A regularização permitirá que a região se torne sustentável, com investimentos complementares em infraestrutura na região, como drenagem”, acrescentou.

A Associação de Moradores do Ville de Montagne informou que contratou um consultor independente ligado à Universidade de Brasília (UnB) para analisar a tabela de valores da infraestrutura do condomínio. O documento serviu de base para o cálculo do preço final dos lotes. O especialista participará das negociações com o governo. A comunidade tem expectativa de reduzir os valores antes do lançamento do edital.


Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.
 
Jose
Jose - 20 de Junho às 14:39
O cidadão brasileiro NÃO TEM O DIREITO DAS REGRAS DE "MERCADO LIVRE" QUANDO LHES É FAVORÁVEL, porque OS ABUTRES PLANTONISTAS DE OFÍCIO DO ESTADO, se arvoram sobre o Patrimônio Privado oportunamente destruindo o sonho de morar dignamente. ABAIXO A anti-democradura de oportunismo do PSBsistas e sua currutela mafiosa!
 
Marcus
Marcus - 20 de Junho às 10:56
No país da mentira,e do banditismo,sabemos que essa medida é apenas para (capitar) grana. Há décadas,pessoa compraram lotes.Hoje irão pagar novamente.Quem vendeu?quem ficou rico?Governantes,cobram dos compradores,por que não vão procurar que enriqueceu com as vendas?Todos sabem quais são os governadores criminosos.