Profissionais da emergência do Hospital Regional do Guará são transferidos

Os 26 profissionais do Samu que trabalhavam no HRGu foram realocados para o Hospital de Base. Funcionários da unidade de saúde reclamam de pouco tempo para se adaptar à mudança

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postado em 12/07/2017 18:55 / atualizado em 12/07/2017 18:55

Pedro Ladeira/Esp. CB/D.A. Press

 
Pacientes em estado gravíssimo que ocupavam a Sala Vermelha do Hospital Regional do Guará (HRGu) precisaram ser transferidos nesta quarta-feira (12/7), segundo funcionários da unidade, depois que os 26 profissionais da área de enfermagem do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsáveis pelo espaço, foram realocados no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF). 
 
A partir desta quinta-feira (13/7), o atendimento de trauma cardiovascular e cerebrovascular do HBDF foi reforçado com o remanejamento desses profissionais da área de enfermagem do Samu que atuavam, até então, na Sala Vermelha do Pronto-Socorro do HRGu. A sala é responsável por receber pacientes em estado gravíssimo, que podem morrer dentro de até três horas, precisem ser entubados com urgência ou tenham parada cardíaca. A Secretaria de Saúde afirma, no entanto, que a mudança não trará prejuízos à unidade do Guará.
 
 
“Somos totalmente contra fecharem mais um serviço de saúde no DF. É uma falta de respeito com a população do Guará e das cidades próximas, como Vicente Pires, Candangolândia, Estrutural, Águas Claras, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e SIA, que dependem da sala de emergência do centro de trauma do HRGu”, protesta Newton Batista, diretor do Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Distrito Federal (Sindate-DF).
 
Em nota, a Secretaria de Saúde informou que a Sala Vermelha continuará em funcionamento, porém, com os servidores da equipe médica e de enfermagem do HRGu. “A mudança não traz nenhum prejuízo à população, pois os atendimentos continuarão a ser prestados de igual forma. Além disso, o remanejamento de recursos humanos melhorará a assistência de alta complexidade oferecida no Base. Portanto, não haverá o fechamento do Pronto Atendimento do HRGu”, ressaltou.
 
Os profissionais do Hospital Regional do Guará, no entanto, discordam. “A mudança ocorreu muito rápido e não tivemos tempo de nos preparar. Estamos perdendo profissionais de qualidade”, frisou Reinaldo Siqueira, enfermeiro da unidade. “Se chegarem pacientes em estado gravíssimo, não teremos condições de receber. Precisamos de um tempo para nos readaptar e preparar os funcionários para vítimas de trauma”, completa.
 
A Secretaria de Saúde argumenta, ainda, que o Centro de Trauma e o Centro Neurocardiovascular do Hospital de Base são retaguarda ao atendimento pré-hospitalar no Distrito Federal, inclusive, para o Hospital do Guará e, por isso, se destaca como unidade indispensável às linhas de cuidado do Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) e do Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em 2016, o Centro de Trauma do HBDF prestou 1.093 atendimentos.

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