Bebê de 5 meses morre após passar mal em creche do Riacho Fundo I

Alice Viana de Andrade estava no segundo dia de creche. A unidade de ensino alega que a criança se engasgou com algum alimento. A Polícia Civil do DF investiga se houve negligência

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postado em 14/07/2017 19:54 / atualizado em 15/07/2017 09:15

Arquivo Pessoal
 
Uma criança de apenas 5 meses morreu na tarde desta quinta-feira (13/4), após passar mal na creche onde ficava, no Riacho Fundo I. Alice Viana de Andrade chegou a ser socorrida pelo Corpo de Bombeiros (CBMDF) e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Núcleo Bandeirante. A vítima não respirava quando chegou ao local e precisou ser entubada, pois apresentava obstrução nas vias aéreas. Os profissionais de saúde tentaram reanimá-la, mas a criança faleceu minutos depois. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga o caso. 
 

A tragédia aconteceu na creche Baby Hotel Vovó Tânia, na QS 14 do Riacho Fundo I. Por volta das 9h30, o pai da menina, Renan Viana, deu uma mamadeira à pequena e a levou, por volta das 11h30, para o segundo dia da menina na unidade de ensino. 

Segundo a cunhada de Viana, Rosineide Soares, 30 anos, por volta das 15h30 os funcionários da unidade de ensino entraram em contato com a família, informando que Alice havia passado mal e tinha sido levada para a UPA do Bandeirante. Segundo Rosineide, a diretoria da Baby Hotel Vovó Tânia deu várias versões sobre o caso. Em uma delas, a criança havia sido encontrada no berço, sem respirar. Em outra, ela teria engasgado após o lanche da tarde. E, em uma terceira versão, a vítima havia se engasgado durante o almoço. "Ela estava largada lá na creche, no mínimo. Porque ela foi encontrada já roxa", revolta-se a tia da criança. "Alice era muito sorridente, não estava gripada, era uma criança tranquila", lamenta. 

De acordo com a família, a proprietária do local entrou em contato com eles peguntando, apenas, sobre o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML). "Em momento algum ela perguntou como nós estávamos", reclama Rosineide. Procurada, a unidade de ensino não atendeu as ligações do Correio, apesar de ter funcionamento 24h.
 

Testemunha

 
A enfermeira Jaqueline Silva de Moraes César, 31 anos, acompanhou Rosimairy até a UPA. As duas estavam de plantão quando a creche comunicou o estado de saúde da criança. Ela relata que chegaram à unidade de saúde entre 15h45 e 16h. "Alice foi reanimada por cerca de 40 minutos a 1h e chegou a ser entubada", confirma. A equipe médica prestava socorro enquanto um helicóptero do CBMDF estava preparado para fazer o transporte da vítima ao hospital, mas a bebê não resistiu.

Jaqueline conta, ainda, que a dona da creche foi à UPA, acompanhada pelo filho e uma terceira pessoa, mas só ofereceu ajuda para o sepultamento quando soube do resultado do laudo com as causas da morte, ainda não esclarecidas. "A família não tem condições de pagar o enterro. A gente pediu ajuda para os amigos e fizemos uma 'vaquinha' com os médicos, funcionários do hospital que a gente trabalha", conta.

A amiga diz que a família e os amigos ainda não entenderam o que aconteceu e que a menina deixará saudades. "Alice foi muito desejada, era a primeira filha de um jovem casal", desabafa.

Os agentes da 29ª Delegacia de Polícia (Riacho Fundo I) estão responsáveis por identificar se houve negligência por parte dos professores. O enterro de Alice acontecerá neste sábado (15/7) no Cemitério Campo da Esperança.
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