MP e comissão na Câmara devem apurar morte de motorista da Caixa em cela

Vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, a deputada federal Erika Kokay disse que há muitos "pontos nebulosos" na história apresentada e promete ajudar com a apuração. O comitê de Direitos Humanos do DF, no entanto, prefere não se intrometer no caso

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postado em 17/07/2017 11:11 / atualizado em 17/07/2017 13:16

Arquivo Pessoal
A vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputada federal Erika Kokay (PT-DF), garante que o comitê acompanhará de perto o caso do motorista terceirizado da Caixa Econômica Federal, Luis Cláudio Rodrigues, encontrado morto na 13ª Delegacia de Polícia (Sobradinho), na última sexta-feira (14/7). A parlamentar adiantou que, além de acionar o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, agendará um encontro com o secretário de Direitos Humanos, Johaness Eck, para tratar do assunto. Ela também realizará outra reunião com o Instituto Médico Legal (IML), para questionar o laudo preliminar apresentado.

“Luis Cláudio estava sob custódia do Estado quando morreu, por isso é responsabilidade do Estado. Vamos apurar com rigor e isenção o que aconteceu”, crava a deputada. Kokay frisa ainda que há muitos indícios de que o motorista não tenha cometido suicídio. “Há vários elementos nebulosos na versão apresentada, muitos pontos que não foram bem explicados e devem ser questionados”, ressalta. A parlamentar lembrou que é funcionária aposentada da Caixa Econômica Federal e entrará em contato com os familiares de Luis Cláudio para ajudá-los como puder.
 

Diferentemente da comissão federal, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar (CDDHCEDP) da Câmara Legislativa do DF prefere aguardar o resultado das investigações para entrar no caso. “Primeiro, é necessário que os fatos sejam apurados, não podemos nos antecipar”, disse o deputado distrital Wellington Luiz (PMDB), vice-presidente da Casa. “Um inquérito foi instaurado, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil está investigando a morte. Neste momentos, não vejo necessidade de a comissão entrar no assunto, ainda não fomos provocados para tratar do caso”, completou.

Ministério Público entrará na investigação


O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios também informou que irá instaurar procedimento administrativo para apuração do caso.

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Maurin
Maurin - 18 de Julho às 08:00
Seria um novo caso Herzog?