Em experimento, usuários do Metrô-DF provam ser honestos

Mesmo sem fiscalização, as pessoas testadas não se apropriaram do que não era delas. Experimento foi realizado na estação Central e na Praça do Relógio

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postado em 08/08/2017 15:00 / atualizado em 08/08/2017 19:25

Antonio Cunha/CB/D.A Press
 
No Distrito Federal, uma parcela da população que utiliza o metrô provou ser honesta e adepta ao que propõe a campanha “Boas Práticas Começam com Você - Não pegue nada que não for seu”. Dividido em duas etapas e usando brigadeiros para atrair os passageiros, o experimento mostrou que a marioria das pessoas testadas não se apropriaram do que não era delas, mesmo sem fiscalização.

A proposta do estudo, promovido pelo Metrô-DF era observar o comportamento dos usuários em relação ao que estava sendo oferecido - os brigadeiros - por meio do pagamento depositado num recipiente.
 
 
Na primeira etapa, em uma das paredes da estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, foi colocada uma caixa com 100 brigadeiros e um banner com a frase da ação. Inicialmente, o valor era de R$ 1. Ao lado, uma caixa para o depósito em dinheiro. Após 45 brigadeiros retirados, o valor foi modificado, passou para R$ 0,50 cada brigadeiro. Dos usuários do metrô, a maioria que se interessou nos doces eram mulheres. Apenas duas crianças se interessaram. Ao final, foram arrecadados R$ 66,20, contra os R$ 77,50 esperados. Ou seja, 85,4% das pessoas pagaram. 

Na segunda etapa do experimento, foram utilizadas 50 unidades de brigadeiro, com valor de R$ 0,50, na Estação Praça do Relógio, em Taguatinga. Também não houve banner com a frase da ação. Os usuários, maioria jovens, tiveram mais interesse nos brigadeiros. Apenas uma criança adquiriu. A arrecadação foi de R$ 26, quando R$ 25 eram esperados.

“A pesquisa foi feita em meio à apuração de fatos políticos que envergonham a sociedade brasileira, em que se discutem valores éticos e morais dos governantes do país. Vimos um percentual de pessoas preocupadas em manter seus princípios e valores morais nas camadas mais baixas da sociedade”, observou o presidente do Metrô-DF, Marcelo Dourado.
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