Artigo - Pais heróis

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postado em 13/08/2017 10:32 / atualizado em 13/08/2017 13:35

Reprodução/Internet
 

Quero homenagear hoje, neste Dia dos Pais, heróis que passam despercebidos, tantas vezes anônimos. Eles não salvam vidas da forma como você está acostumado a ver, com feitos dignos de cenas de cinema. Mas eles salvam o Brasil. Não resgatam acidentados, soterrados nem feridos. Mas têm resgatado a autoestima brasileira como ninguém jamais fez. Falo de pessoas de coragem, que escolheram fazer carreira no Ministério Público e têm feito um trabalho hercúleo contra a corrupção. E não está sendo fácil. Ao cabo dessa empreitada, ou pelo menos da parte mais difícil dela, terão sido os responsáveis por devolver ao povo o que lhe tem sido tirado há séculos. É preciso reconhecer o valor extraordinário dessa missão.

 

São gigantes os promotores que levaram e levam adiante investigações importantíssimas, mesmo diante de todos os obstáculos. Entre eles, a perseguição por parte do poder paralelo constituído, agora desafiado. Num país onde se rouba há tanto tempo e em tamanha proporção, era de se esperar uma reação. Na verdade, a pior delas: a tentativa de desqualificação de um trabalho sério. Espertos, os bandidos se unem em duas situações: para dividir o bolo de dinheiro roubado e para fazer frente a uma empreitada que não pode nem deve parar – pelo bem do Brasil e do cidadão.


Graças ao trabalho desses promotores e dos seus parceiros na polícia e na Justiça, uma clareira se abriu, iluminando o submundo fétido da política. Mas a Lava -Jato é só a maior e a mais importante das operações deflagradas nos últimos anos no país. Dentro dela e até antes dela, houve tantas outras, mostrando o quão tentacular é a corrupção. Na esfera local, também foram muitas.

Os nomes são tantos que a gente se perde. Aquarela, Drácon, Dubai, Tucunaré, Regin e por aí vai. Quem não se lembra da Operação Caixa de Pandora, que apurou desvios de recursos públicos para a compra de apoio político? Deixou o DF à deriva, mas plenamente consciente do que se passava nos bastidores da política local. Essa luz sobre a corrupção é necessária para ofuscar os vampiros que sugam todas as riquezas da nação.

Há nomes de brasilienses (nascidos ou por adoção) por trás de todas essas investigações. Eles ocupam cargos estratégicos nas mais importantes batalhas contra a roubalheira no país. Sérgio Bruno Cabral Fernandes, Clayton Germano, Wilton Queiroz Lima, Alexandre Sales e Eduardo Gazinelli são alguns deles. Guardem esses nomes.

Todos são jovens. Todos são pais – Gazinelli espera seu primeiro filho para as próximas semanas. Mas todos estarão hoje ao lado de seus filhos sabendo que há missões na vida que extrapolam até a mais sublime responsabilidade, que é educar uma criança na verdade e na honestidade. É preciso educar e conscientizar um país inteiro. Ao lado dos professores, acredito que são os promotores os melhores artífices de um novo Brasil. Palmas para eles.

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