Sem previsão de chuvas, bombeiros pedem atenção contra incêndios

Apenas em junho, 228 hectares de vegetação foram consumidos pelo fogo no Distrito Federal

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postado em 14/08/2017 06:00

CBMDF/Divulgação
 
A chegada da seca traz consigo o risco potencial de incêndios florestais. Sem previsão de chuvas até o próximo mês, o Corpo de Bombeiros está alerta para combater as chamas e segue com o trabalho preventivo para reduzir ao máximo o impacto das queimadas. A umidade relativa do ar deve se manter em patamares de emergência hoje, com mínima de 20% e máxima de 70%, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e, até o fim do período de estiagem, pode chegar a menos de 15%, considerado estado de alerta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
 

Além da preocupação com a saúde, é importante cuidar do meio ambiente. O cenário, este ano, começou mais animador que o de 2017. Até a última semana de julho, a quantidade de áreas queimadas havia reduzido 80%, com o primeiro grande incêndio registrado consumindo apenas 100 hectares de uma área verde do Park Way — número baixo se comparado aos 8,3 mil registrados no mesmo período do ano passado. Em junho, 228 hectares foram consumidos pelo fogo, enquanto, em 2016, foram 1,2 mil hectares no mesmo mês. Em julho deste ano, 1,4 mil hectares acabaram queimados, contra 5,9 mil em 2016. “O começo da seca foi mais tranquilo em comparação a 2016. Neste ano, tivemos chuvas tardias, apesar de poucas, o que possibilitou que a vegetação se mantivesse úmida”, observa Silva. Ele destaca, no entanto, que a seca mais intensa do mês de agosto aumenta a possibilidade de queimadas.

Carlos Vieira/CB/D.A Press


Cuidados

Mais de 90% das queimadas no DF são causadas pela ação do homem, segundo o Corpo de Bombeiros. “Alguns chacareiros, por exemplo, na hora de fazer a colheita costumam usar o fogo. Isso é ilegal e pode acarretar em um grande incêndio”, detalha o tenente. Por isso, a corporação ofereceu capacitação a algumas comunidades. No período antes da seca, foram ministrados cursos de conscientização e oficinas ensinando como confeccionar um abafador de chamas, para ser usado em caso de emergência.

Mesmo com o baixo registro até então, ainda é difícil projetar se as queimadas aumentaram nos próximos meses, pois isso dependerá do tempo. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) espera chuvas consideráveis apenas em outubro. Em razão disso, o Governo do Distrito Federal declarou estado de emergência ambiental até dezembro para minimizar a quantidade de incêndios. Para este mês, também não há previsão de precipitações. “É um mês historicamente com umidade relativa do ar bem baixa. Em setembro, ocorrem as primeiras chuvas, mas de uma forma irregular”, detalha o meteorologista do Inmet Hamilton Carvalho.


Animais

O fogo também atinge os animais que vivem nas áreas de vegetação da cidade. Muitos deles conseguem escapar a tempo para outras áreas da vegetação, porém, outros acabam morrendo ou feridos pelas chamas. Quando o Corpo de Bombeiros identifica algum bicho em situação de risco ou com ferimentos, o encaminha para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), órgão ligado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Por lá, os animais recebem tratamento até se recuperaram totalmente. Depois disso, são devolvidos à fauna ou encaminhados para zoológicos ou abrigos autorizados espalhados pelo país. “Dependendo do estado desse bicho, ele é encaminhado para o Hospital Veterinário da UnB. A prioridade máxima é recuperar esse animal para ele ir se reintroduzindo na natureza. Não são devolvidos aqueles que poderiam não sobreviver na natureza em virtude das sequelas”, diz Antônio Wilson Costa, superintendente do Ibama no DF. No ano passado, o Cetas recebeu dois animais vítimas de incêndio, um jabuti e um veado. Nenhum sobreviveu.

Há situações em que a Polícia Ambiental e o Corpo de Bombeiros encaminham os animais para o Zoológico de Brasília. A zootecnista Ana Raquel Gomes, responsável pelo setor de Nutrição Animal, explica que, nesse período, é mais comum receber filhotes que são encontrados após os incêndios. Nesses casos, eles recebem abrigo até terem condições de serem liberados na natureza ou irem para um abrigo. No ano passado, o local recebeu um filhote de veado queimado. “Ele perdeu parte da orelha, uma parte do casco e teve a visão afetada. O bicho passou por um tratamento oftalmológico e hoje está recuperado”, lembra.

CBMDF/Divulgação


Precaução

Veja quais são as orientações do Corpo de Bombeiros para evitar incêndios florestais
- Não jogue restos de cigarro ou lixo às margens das rodovias
- Não queime lixo
- Evite fazer fogueiras. Se fizer, limpe o local adequadamente
- Solicite o serviço das administrações regionais para fazer a limpeza de áreas públicas
- Se for fazer algum tipo de queimada na propriedade, alerte os órgãos ambientais
- Acione o Corpo de Bombeiros pelo 193 em caso de chamas
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