Sesipe condena vídeo de agentes com paródia de Despacito: "Mau gosto"

Subsecretaria do Sistema Penitenciário vai investigar vídeo em que agentes penitenciários fazem uma paródia de Despacito em um curso de formação profissional

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postado em 16/08/2017 16:31 / atualizado em 16/08/2017 16:38

Reprodução


A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) afirmou, em nota divulgada nesta quarta-feira (16/8), que o vídeo gravado durante o curso de formação de agentes penitenciários, no qual os profissionais aparecem cantando uma paródia da música Despacito, "não condiz com o trabalho regular" realizado diariamente no sistema.


A pasta ainda informou que o vídeo, veiculado em uma mídia social, será investigado internamente e, ainda, passará por avaliação do diretor da Sesipe, que vai averiguar "eventuais infrações cometidas por parte dos agentes que presenciaram a encenação de mau gosto."

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Nas imagens, compartilhadas por parentes de detentos, uma agente em formação canta, diante dos colegas de curso, uma versão de Despacito (que vira Dê castigo) e, entre outras coisas, chama os detentos de burros e menciona o uso de armas letais e de gás nas celas (assista abaixo).
 
"Vou pronto para a intenvenção / Tiro, gás, pimenta, extração / Tu não mexe comigo, sou operacional / A bala é de borracha mas tenho letal", diz um trecho da letra. Em outra parte, a muher canta "Preso é muito burro e gosta de correr perigo /
Tirando minha paciência, fazendo tudo que é proibido", e também: "Vou dar geral daquele jeito que você sabe / Vou ver quanto gás na cela cabe".

Veja a nota da Sesipe na íntegra:


A Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e da Paz Social (SSP-DF), vai apurar e de antemão condena as circunstâncias em que alunos do curso de formação fizeram, em tom de brincadeira, a encenação de uma paródia musical, por iniciativa própria.
 
Naturalmente, esse tipo de atitude não condiz com o trabalho regular que os agentes de atividades penitenciárias realizam cotidianamente e será objeto de investigação interna.
O vídeo que está sendo veiculado nas mídias sociais será avaliado pela direção da Sesipe para identificar eventuais infrações cometidas por parte dos agentes que presenciaram a encenação de mau gosto.
 
Reiteramos que todo procedimento em desacordo com a lei é apurado por meio de sindicância interna e, em caso de indicativo de crime, por inquérito policial.
 
Os agentes do sistema prisional do DF, seja no controle interno, seja na escolta de presos, são treinados, desde a formação, para agirem de acordo com a legislação vigente, respeitando os direitos daqueles que estão sob sua guarda.



Direitos Humanos

A divulgação da cena fez também com que o Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (CDPDDH) pedisse uma apuração sobre o caso para a Sesipe e a Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social. Segundo o presidente do conselho, Michel Platini, será encaminha nesta quarta-feira (16/8) a solicitação para que o episódio seja apurado e os responsáveis, identificados. É possível também que o CDPDDH peça a impugnação dos aprovados no concurso que receberam esse treinamento.

"O vídeo é extremamente preocupante porque mostra a naturalização da cultura de ódio, da punição e do castigo, enquanto os servidores públicos devem agir com isonomia e transparência. Ele expõe as vísceras das violações de direitos humanos que ocorrem no sistema", avalia Platini, que, pela imagens, identificou que o treinamento ocorreu dentro do Complexo Penitenciário da Papuda.

Segundo ele, o conselho que preside tem se esforçado para que novos agentes sejam nomeados, porque considera o aumento de pessoal importante para melhorar a qualidade do sistema penitenciário. "Mas é preocupante ver um agente entrando em um sistema lotado e tão violador de direitos com essa postura de ódio. O castigo deve ser uma consequência de uma falha do detento e não algo naturalizado", analisa Platini.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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cleison
cleison - 17 de Agosto às 10:45
Essa semana na quadra 11 do setor leste, uma viatura parou no meio da rua, ligou o megafone e fez a verificação de presença de uma pessoa egressa do sistema penal no meio da rua, que deve estar cumprindo algum tipo de medida, esse é o pensamento que deve imperar nesse meio, o de que podem tudo, mas fico tranquilo, a vida e as leis vão mostrar a eles que não é assim que funciona.
 
david
david - 17 de Agosto às 08:46
Acho que que devemos conter à violência de todas as maneiras. Um dia desse estava vendo um vídeo nas redes sociais de uma mulher espancando a outra porque ela estava falando mal dela no facebook, achei aquilo um absurdo. à violência está tanto que você não pode expor suas ideias, seu pensamento, críticas nas redes sociais e principalmente quando você diz que vai votar em um candidato a ou b que você é agredido com palavrões e ameaças de morte. Na hora de fazer um vídeo desse, a pessoa tem que pensar que do outro lado tem adolescentes, idosos, religiosos e pessoas que lutam para que à sociedade seja menos violenta e que as pessoas vivam em paz.
 
david
david - 17 de Agosto às 08:27
Isso é um curso de formação profissional? Pensei que fosse de extermínio!
 
marco
marco - 17 de Agosto às 08:05
Bom dia...ser'a que o gestor da administ. pública não vê que isso é um absurdo dentro da administ. pública e nào condiz com os atributos da função. Fico pasmo em ver que uma pessoa estuda, passa num concurso p fazer umas besteiras dessas.. e o pior é que tem gente aplaudindo e conivente com a situação..Falta de respeito com o contribuinte e cidadào que confia num trabalha desse..absurdo..senhor secretário de segurança pública..processo administrativo na agente e exoneração...o ato não condiz com a postura dos servidores perante a lei 8112/90.
 
ercilia
ercilia - 16 de Agosto às 22:42
Parentes de presos poderiam, ao invés de ficar filmando agentes, trabalhar para indenizar as vítimas de seus parentes presos. Quando um bandido comete um crime ninguém vai lá pedir perdão a vítima(não precisa ir até vítima não, faz um vídeo e põe no youtube), ou falar que, apesar dele ser bandido, a familia não é conivente com aquele comportamento
 
Flavio
Flavio - 16 de Agosto às 21:52
Ovelhas não combatem lobos. Cães pastores, sim.