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Estado de Minas

Mulher é presa pela nona vez por exercer a medicina de forma ilegal no DF

A falsa médica oferecia diferentes tratamentos aos pacientes. Estima-se que pelo menos 100 pessoas foram enganadas


postado em 24/08/2017 16:01 / atualizado em 24/08/2017 17:55

(foto: PCDF/ divulgação)
(foto: PCDF/ divulgação)

Uma mulher de 35 anos foi presa pela Polícia Civil por prática da medicina de forma ilegal. A ação ocorreu durante a manhã desta quinta-feira (24/8), em Taguatinga. De acordo com a Polícia Civil, a mulher se passava por médica e oferecia diversos tratamentos aos pacientes. De acordo com a corporação, a falsa profissional já responde a outros processos do mesmo crime. Essa seria a nona vez que ela é presa.


A prisão faz parte da Operação Placebo 2. Os policiais da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte) cumpriram um mandado de busca e apreensão na casa da mulher, em Taguatinga. O local, segundo os investigadores, era usado também para consultas. Em algumas ocasiões, a suspeita atendida os pacientes em domícilio. Durante a ação, os agentes encontraram diversos medicamentos, atestados médicos, laudos, exames e um cilindro de oxigênio. 

As investigações indicam que ao menos 100 pessoas foram vítimas da falsa profissional. Ela, inclusive, teria garantido tratamentos de gravidez e também de cura de câncer. Na delegacia, a mulher foi liberada após assinar um termo se compromentendo a responder na Justiça.

Primeira fase


Deflagrada em 29 de julho de 2016, a Operação Placebo interditou uma clínica ilegal, em Ceilândia. De acordo com a 19ª Delegacia de Polícia, a falsa ONG, intitulada Amigos da Saúde, localizada na EQNN 19/21, atuava sem nenhum profissional da saúde. Apesar do nome solidário, a entidade cobrava por consultas, receitas e exames médicos. 

A polícia agiu após denúncia anônima feita ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). No local, a polícia encontrou recibos de consultas médicas de várias especialidades, como nutrição, psicologia, ginecologia e neurologia. Os preços variavam. Foram encontrados boletos de R$ 20 a R$ 1.800 reais, em atendimentos psicológicos, por exemplo.  

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