Caso Villela: vidente vira caça-fantasmas

Oito anos após triplo homicídio na 113 Sul, casal de paranormais continua atuando no mundo sobrenatural enquanto aguardam julgamento

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 31/08/2017 20:50 / atualizado em 31/08/2017 20:57

Um dos episódios mais pitorescos envolvendo o triplo homicídio na 113 Sul, há oito anos, foi a ajuda espiritual da paranormal Rosa Maria Jaques e seu marido, João Toccheto. O casal chegou a ser denunciado e preso durante a apuração do caso. Entretanto, eles foram desvinculados do processo de homicídio e respondem apenas por obstrução da justiça. Enquanto o Judiciário não se manifesta sobre a ação contra eles, o casal investe no ramo espiritual, vivendo no interior de São Paulo. Atualmente, eles caçam-fantasmas. 
 
 
Os dois se mudaram do Rio Grande do Sul e moram no município de Monte Alegre do Sul. Continuam envolvidos - mais do que nunca - com o sobrenatural, mas explicam que desvincularam-se do misticismo para “mergulhar de cabeça” no mundo dos caça-fantasmas, conforme o próprio João explicou à reportagem. 

Um canal do YouTube foi criado pelo casal e está com 92 mil inscritos e quase 10 milhões de visualizações. O vídeo de apresentação descreve o casal como no “hall da fama dos caçadores de fantasma dos Estados Unidos”. 

Divulgação
 
Ao Correio, João Toccheto disse que a inspiração para o trabalho veio de referências norte-americanas. Segundo ele, 30 casos foram resolvidos pelos dois. “Nós entramos em casas mal-assombradas, cadeias, hospitais, hospícios, cemitérios e fazemos uma investigação paranormal. Ou seja, vamos saber se tem fantasma no local. E, depois disso, o lugar apresenta melhora”, explicou.

João é enfático ao dizer que ele e Rosa não cobram para a visitar os endereços “mal-assombrados”. Contou ainda que é possível assistir no canal a vídeos de fantasmas e escutar as vozes do além.

O sucesso do canal faz com que o casal seja requisitado em várias partes do Brasil e do mundo. No fim do ano passado, lançaram um livro - Caça Fantasma Brasileiros, da editora Planeta. “A Rosa sempre foi paranormal, desde os 6 anos ela conversa com os mortos. Ajudamos as almas que estão perdidas ou presas. Ela continua sendo paranormal”, afirmou João Toccheto. 

Como eles não cobram pelas visitas, o faturamento do casal que vive dos espíritos vem do canal no YouTube e de consultas pessoais. “Estamos muito bem. O trabalho que realizamos hoje é sério”. Questionado sobre o caso Villela, Toccheto foi enfático: “Não quero comentar sobre o processo porque está em andamento”. A previsão é de que eles venham a Brasília "caçar fantasmas" em outubro.


Entenda o caso


Logo após o triplo assassinato do ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, da mulher dele, Maria Villela, e da funcionária da casa, Francisca Nascimento Silva, a vidente Rosa Maria procurou a Polícia Civil. À época, a paranormal disse que a intenção era revelar onde estava uma prova do crime - que seria a chave do imóvel das vítimas e levaria aos culpados. Após a apuração, a perícia constatou que a chave indicada tinha sido plantada pela própria polícia.  
 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.