Brasiliense Luciana Luppy encanta o mundo com clássicos brasileiros

A musicista, que começou a estudar violão aos 13 anos, reproduz versões de canções brasileiras mesclando português, francês e inglês

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postado em 01/09/2017 10:00 / atualizado em 31/08/2017 16:22

Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press


A música entrou na vida de Luciana Luppy de maneira muito natural. Brasiliense, ela começou a estudar violão aos 13 anos, aqui mesmo na capital federal. O canto surgiu logo como um complemento ao instrumento: "Comecei a cantar tocando violão, pois como eu não tinha ninguém, eu mesma tive que ir", brinca. Aos 18 anos, Luppy, como gosta de ser chamada, mudu-se para o Rio de Janeiro, onde cursou jornalismo. Foi lá que conheceu Jorge Vercillo e estudou canto, e se aproximou ainda mais da música. 


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Apesar de ter iniciado sua trajetória musical bem cedo, Luppy só começou a trabalhar profissionalmente como cantora 15 anos depois, em 2006. Hoje, aos 41, ela se divide entre Brasília, Rio de Janeiro e Lisboa, onde possui residências fixas. Luppy canta versões globalizadas de músicas brasileiras, mesclando o português, francês e inglês. É aí que está seu diferencial.

Segundo ela, a ideia de fazer novas versões dos clássicos brasileiros surgiu através de uma oração: "Eu estava pedindo a Deus uma direção profissional para a minha vida e ele me mostrou que eu deveria cantar música brasileira em francês. Eu, evidentemente, fui para os autores que mais me apetecem", relembra.

Luppy encara a música como uma missão: "Levar paz e serenidade aos corações do mundo é o que eu quero." No repertório, encontram-se artistas renomados como Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso, a quem Luppy carinhosamente dedicou uma de suas composições, intitulada Para Caetano. Sobre suas canções autorais, ela destaca Ma Petite Paris (Minha pequena Paris), feita em homenagem às vítimas do atentado ao Bataclan, em 2015, na capital francesa.

Luppy se apresenta em teatros por toda a Europa e destaca a importância do respeito que deve ter com o público e com o palco. Ela não dispensa agradecimentos a Chico Anysio, seu mentor nesse quesito. "A plateia é sempre plural. Chico Anysio me ensinou muito sobre a importância de se comunicar com diferentes públicos, de estar completo no palco e de dar o seu melhor. Quem paga para ver o espetáculo percebe a verdade do artista, o quanto houve de empenho. Não pode ser qualquer coisa, o momento no palco é um momento sagrado", ressalta.

Para a cantora, a música é sua essência: "Eu não sou cantora oito horas por dia. Sou cantora 24 horas, sete dias por semana. É a forma mais pura de expressão da minha identidade", conclui. Em 2018, Luppy se apresentará em Paris, Estados Unidos e Japão, retornando para shows em Brasília apenas em 2019. 



*Estagiária sob supervisão de Ana Letícia Leão.
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