Níveis de reservatórios só devem começar a subir em novembro, diz Adasa

A Adasa comemorou hoje os níveis dos reservatórios. No entanto, mesmo que venha chuva em setembro, DF ainda precisará de cerca de dois meses para começar a ver os níveis subirem. Racionamento foi ampliado hoje para mais 150 mil habitantes

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postado em 01/09/2017 18:55 / atualizado em 01/09/2017 19:06

Tony Winston/Agência Brasília - 18/7/17

 
Ainda que as chuvas se iniciem a partir da segunda quinzena de setembro, o aumento no nível dos reservatórios de Santa Maria e do Descoberto só deve começar a ser sentido a partir de novembro, segundo a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). Pela série histórica, não são esperados grandes volumes de chuva, ainda que as precipitações voltem a cair em setembro e outubro. Neste período, a população deve perceber apenas a diminuição no ritmo de queda dos níveis de água.
 
 
Não há ainda, segundo a agência, como precisar por quanto tempo seria necessário chover em Brasília para que os reservatórios comecem a melhorar. De acordo com a Adasa, o balanço hídrico é baseado principalmente na vazão dos rios, que têm resposta indireta às chuvas que caem nas bacias. “Além do escoamento superficial, também há a infiltração da precipitação no solo, garantindo vazão de água durante a seca”, afirma. Caso haja a manutenção das vazões médias históricas durante o período chuvoso, ocorrerá o vertimento do reservatório, processo no qual se inicia o aumento dos níveis de água. “Mas não é possível, por ora, estabelecer o valor de chuva, em milímetros, que garantirá a manutenção dessas vazões.”

Apesar da seca que tem castigado o Distrito Federal há 102 dias, os reservatórios de Santa Maria e do Descoberto fecharam agosto com níveis acima do esperado pela Adasa. O volume útil de água do Descoberto, na medição feita às 14h30 dessa quinta-feira (31/8), apontava 28,88% da capacidade total do reservatório, quase quatro pontos percentuais acima da meta prevista pela Adasa, de 25%.

O reservatório de Santa Maria também encerrou o período acima do esperado pelas chamadas Curvas de Acompanhamento da Adasa. Ontem, técnicos da agência calcularam em 36,55% o volume de água, quando a média seria de 33%. Até o fim deste mês, a previsão é de que o volume do Descoberto fique em 14%, e o  de Santa Maria em 26%. Hoje, estavam em 28,48% e 36,21%, respectivamente, na segunda medição do dia, às 14h30.

A agência ressalta que os brasilienses devem continuar a conservar hábitos de uso racional da água e reduzir ainda mais o consumo nos próximos meses. Caso a Curva de Acompanhamento se desvie das metas, "medidas mais rigorosas serão tomadas com o objetivo de reduzir a demanda". 


Racionamento continua

A preocupação é tanta que, mesmo com os reservatórios superando as expectativas, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) anunciou hoje que outras regiões administrativas serão adicionadas ao rodízio de abastecimento a partir da próxima quarta-feira (6/9). As regiões de São Sebastião, Fercal e os Setores Habitacionais Contagem, Boa Vista, Grande Colorado e Mansões Sobradinho terão um esquema de falta d’água semelhante ao implantado em outras cidades do DF. Com ciclo de seis dias, haverá a interrupção do abastecimento nas áreas durante 24 horas e com 48 horas para estabilização do sistema de abastecimento. 
 
Os locais são moradias de 150 mil habitantes, abastecidos por poços tubulares profundos e captações superficiais que apresentaram expressiva redução de produção com a intensificação da estiagem no Distrito Federal. Hoje, o racionamento é imposto a cerca de 2,3 milhões de moradores.
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