Trabalhadores se mobilizam contra possibilidade de privatização no DF

O ato foi motivado pela realização de uma audiência pública sobre o tema na Câmara Legislativa do Distrito Federal

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postado em 05/09/2017 10:24 / atualizado em 05/09/2017 22:38

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press


Profissionais de empresas públicas do Distrito Federal se reuniram, na manhã desta terça-feira (5/9), em frente à Câmara Legislativa, para protestar contra a possibilidade de privatização de algumas instituições estatais. O ato começou por volta das 8h, cerca de duas horas antes de uma audiência pública marcada para debater o tema. 
 

A privatização de algumas empresas públicas do DF têm sido discutida na Câmara e no próprio GDF, apesar de o governador, Rodrigo Rollemberg, ter dito que não tomaria nenhuma medida nesse sentido agora. Com a realização da audiência pública, porém, os sindicatos decidiram se posicionar.
 

Preocupação com o futuro 

 
Para o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Metroviários (SindMetrô), Leandro Santos, mesmo que o metrô não esteja, ainda, incluído nos planos, o assunto é preocupante para todas as instituições, pois abre uma autorização para futuras propostas.
 
Para ele, a privatização não é a melhor saída para o órgão. "Os maiores problemas do metrô são de manutenção, que são feitos por uma empresa terceirizada. Eles ganham menos e têm menos direitos também", disse.
 
Além disso, segundo Santos, uma medida desse tipo poderia piorar o serviço, pois não seria lucrativo para um empresário deixar os trens funcionando da mesma forma como eles atuam agora. "No horário de pico, os trens passam a cada três minutos. Às 22h, os vagões passam a cada 10 minutos. Nessa hora, não há retorno para a empresa ter trens passando nesse intervalo de tempo", explicou.
 
Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
 
 
Já para o diretor de comunicação do Sindicado dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água em Serviços de Esgostos do DF (Sindiágua-DF), Igor Pontes Aguiar, o projeto é uma ameaça a todas as instituições. "O projeto é um ataque à população. No mundo, os países que decidiram privatizar as empresas já perceberam o erro e estão reestatizando, e nós estamos indo na cotramão disso", afirmou. 
 
 
 
 

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