Morre, aos 73 anos, engenheiro que traçou mapas de algumas cidades do DF

Joel Rocha Mundim ajudou a traçar os mapas de regiões como Ceilândia e Guará. O mineiro de Monte Carmelo deixou esposa, dois filhos e uma neta

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postado em 05/09/2017 22:02 / atualizado em 05/09/2017 22:05

Arquivo pessoal
Morreu, nesta terça-feira (5/9), o homem responsável por colocar regiões como Ceilândia e Guará II no mapa do Distrito Federal. O engenheiro aposentado da Terracap Joel Rocha Mundim, 73 anos, faleceu de madrugada, por complicações do diabetes contra as quais lutava. Ele deixou esposa, dois filhos e uma neta de 2 anos.


Familiares e colegas descrevem Joel como um homem que conhecia cada centímetro do chão do DF e do Entorno. Brasília tinha apenas oito anos quando ele saiu de Monte Carmelo (MG) para trabalhar na Novacap e ajudar a empresa a formar as novas regiões administrativas em plena expansão populacional.

De tanto conhecer o DF, Joel se tornou um militante contra a ocupação irregular do solo brasiliense. “Meu pai era um lutador ferrenho contra a grilagem de terras”, relembra Pedro Mundim, 39 anos, o filho mais velho do casal Joel e Luzia Natalice. O engenheiro participou de mais de 300 ações contra irregularidades no uso do território, inclusive da CPI da Grilagem, que chegou em 2001 à Câmara dos Deputados para investigar denúncias sobre a questão fundiária no DF.

A vontade de preservar as terras brasilienses fez de Joel um guru na Terracap. “Ele ensinava a todos a trabalharem na empresa. Um profissional que nunca deixou de se atualizar”, destaca o presidente da estatal, Júlio César de Azevedo Reis. Não havia quem conhecesse o DF melhor do que o mineiro. “Uma referência em questões fundiárias na região”, descreve Reis.

Nas asas do avião


Apesar de a terra do Planalto Central ter consagrado o engenheiro como especialista em uso do território, era nos ares que Joel se sentia à vontade. O mineiro dividia as tarefas na Terracap com o hobby de pilotar pequenos modelos de avião. “Foi por influência dele que me tornei piloto de companhia aérea”, garante o filho Pedro.

Arquivo pessoal
 
Joel voou alto na carreira, mas não se esqueceu da terra onde nasceu. “Meu pai amava moda de viola. E não dispensava uma boa cozinha”, conta Pedro. Mesmo assim, escolheu viver na nova capital do país até o fim da vida.

O corpo do engenheiro foi velado até as 18h desta terça. Na quarta-feira (6/9), ele será cremado no Cemitério Jardim Metropolitano, em Valparaíso.

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