Aumento de casos de estupros preocupam a população do Distrito Federal

Dados oficiais mostram que quase dois abusos são cometidos por dia na capital federal. Homicídios e seis modalidades de roubo registraram queda

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postado em 06/09/2017 06:00 / atualizado em 06/09/2017 11:00

PMDF/Divulgação


O balanço da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social, divulgado ontem, chamou a atenção para o aumento nos crimes de estupro no Distrito Federal. De janeiro a agosto, as delegacias registraram 436 casos, uma média de quase dois por dia na capital federal. O número é 7,38% maior do que a quantidade de abusos cometidos no mesmo período do ano passado (406). Do total deste ano, 239 foram praticados contra crianças e adolescentes. “Essas ocorrências acontecem, na maioria das vezes, com pessoas próximas às vítimas e em locais fechados”, explicou o secretário de Segurança Pública e da Paz Social, Edval Novaes. No geral, os índices de criminalidade caíram. Das 12 modalidades de delitos, oito tiveram queda e quatro, alta (veja Balanço).

Em relação aos abusos sexuais, um motoboy de 31 anos foi preso neste ano acusado de seis ataques a mulheres no DF. Uma das vítimas sofreu a violência em 1º de março, em uma parada de ônibus da Asa Norte, após ser rendida com uma faca — a jovem estava acompanhada de uma amiga. Além de estuprá-la atrás do ponto, o suspeito a roubou. A Polícia Civil o deteve durante a Operação Lago Norte Seguro — ele também cometia abusos nessa região administrativa. Além dos estupros, cresceram os roubos em coletivo e as tentativas de homicídio.

Entre os crimes que apresentaram queda, destacam-se os homicídios. Nos primeiros oito meses do ano, houve 308 assassinatos no Distrito Federal, contra 383 no mesmo período de 2016 — a queda é de 19,5%. Em compensação, as tentativas subiram de 597 ocorrências, no ano passado, para 622. Questionado sobre os números, o secretário não precisou os motivos para esse aumento. “São vários os fatores, mas estamos estudando para identificar esse crescimento e mudar o cenário”, afirmou. Edval preferiu comentar o resultado geral do balanço da Secretaria de Segurança Pública e da Paz Social. “São os índices mais baixos desde 2000, o ano em que começamos a ter dados mais precisos sobre a criminalidade”, enfatizou.

Seis modalidades de roubo também tiveram índices mais baixos. Entre elas o latrocínio. Em 2016, 34 pessoas foram mortas após terem pertences roubados. Em 2017, foram 23. Um desses casos recentes chocou o Distrito Federal e teve como vítima Maria Vanessa Veiga Esteves, 55 anos. O crime aconteceu por volta das 23h de 8 de agosto, depois de ela ter sido abordada por dois homens, um deles menor de 18 anos. A servidora do Ministério da Cultura (MinC) e estudante de mestrado da Universidade de Brasília (UnB) foi morta ao parar o veículo no estacionamento da 408 Norte. Alecsandro de Lima Dias, 26 anos, e o adolescente de 15 anos que assumiu ter esfaqueado a servidora nas costas foram detidos em uma quitinete da comercial da 208 Norte pela Polícia Civil menos de 24 horas após o latrocínio.
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Ivan
Ivan - 06 de Setembro às 09:40
Enquanto houverem juízes que consideram estupro - EM QUALQUER NÍVEL - um crime simples, sem maiores consequências, estes criminosos continuaram soltos e cometendo mais estupros. Nossa legislação penal e frouxa e beneficia a criminalidade, pois a impunidade é a mãe de todas as iniquidades. E ainda temos que suportar os conselhos de direitos humanos se movimentando para ter certeza que os direitos destes bandidos serão respeitados, "quando" presos. Pergunto: Quando vão se preocupar com as vítimas?
 
FERNANDO
FERNANDO - 06 de Setembro às 07:51
muda as leis que diminui.