Grito dos Excluídos leva mais de 1 mil em protesto contra Temer

Manifestantes gritavam palavras de ordem contra o Presidente da República, alvo dos protestos deste ano. Grupo seguiu para a frente do Congresso Nacional

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Entre 1 mil e 1,5 mil manifestantes desceram a Esplanada dos Ministérios em direção ao Congresso Nacional no Grito dos Excluídos. O protesto, organizado por setores da Igreja Católica e de movimentos sindicais e sociais, ocorre todos os anos no Dia da Independência. Neste ano, a manifestação mira o presidente Michel Temer.


De acordo com informações preliminares da Polícia Militar, 1 mil pessoas compareceram ao protesto. Porém, organizadores do Grito dos Excluídos estimam participação de 1,5 mil manifestantes. Eduardo Luiz Zen, 34, um dos organizadores, confirma que a grande bandeira da manifestação é a saída do presidente Michel Temer. Ele critica as reformas adotadas. "O presidente não sai na rua mais sem ser vaiado. Ele não tem legitimidade para fazer mudanças estruturais no país", destaca. Além dos pedidos de renúncia ou de cassação do chefe de estado, a movimentação reuniu faixas com palavras pela liberdade de expressão e pelos direitos das mulheres. 
 
Ed Alves/CB/D.A Press
 
O livreiro Antônio Freitas, 40 anos, acredita que o governo, com reprovação de 97%, não tem mais condições de levar a gestão adiante. "Falaram que o impeachment iria acabar a corrupção, mas o que vimos foi o contrário. O estado se afastou da sociedade", criticou.

Na visão deles, é preciso consultar a população para implementar as reformas, principalmente a política. "As mudanças que eles propõem são para eles se manterem nos cargos. É preciso renovar o quadro político e ter uma eleição o quanto antes. O governo perdeu a legitimidade há muito tempo. Eles só querem se safar da justiça", completou Antônio.
 
Ed Alves/CB/D.A Press
 
 
A reclamação de Antônio é a mesma da aposentada Maria do Socorro Gonçalves, 55 anos. Ela participa todos os anos do Grito dos Excluídos e ataca a reforma trabalhista. "Vivemos uma época de recessão, de crise política, econômica e ética. O estado está se retirando e o pobre é o que mais paga", opinou Maria do Socorro.

O grupo chegou a passar por outros 15 manifestantes que pediam “intervenção militar”. Houve gritos e provocações, mas a Polícia Militar formou uma barreira para evitar maiores conflitos entre as duas partes.



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ercilia
ercilia - 07 de Setembro às 22:14
Eu acho esse povo tão evoluído...deixa de fazer passeata para ter direitos básicos como segurança, transporte, educação, urbanização,...para fazer uma passeata de todos "os excluídos".