Prata da Casa: o ilustrador Caius Cesar quer produzir animação no DF

O jovem artista deixou o emprego de bancário para perseguir seu sonho de criança. Agora, está montando o próprio estúdio

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postado em 08/09/2017 13:04 / atualizado em 08/09/2017 13:22


 
Caius Cesar, 28 anos, nasceu na típica família brasiliense, que valoriza a estabilidade oferecida pelo serviço público. Influenciado por esse ambiente, o graduado em geografia chegou a se tornar bancário, após ser aprovado em um concurso. Um ano depois, no entanto, viu-se insatisfeito e estressado. Foi quando decidiu jogar o emprego para o alto e seguir seu sonho de menino: trabalhar com desenho animado.
 
 
“Estou desenvolvendo um estúdio de animação com um sócio e por isso saí do mercado de trabalho formal”, explica o ilustrador, que, na infância, preferia sentar e ver desenhos animados que correr e brincar com as outras crianças. “Eu sempre adorei desenho animado. Nem dava trabalho, porque preferia ficar sentado vendo tevê”, conta. “Na adolescência, desenvolvi esse meu desejo de desenhar, mesmo não sendo especialmente talentoso. Sempre desenhei igual a qualquer outra criança”, complementa.
 
A dedicação, porém, ajudou a desenvolver uma técnica que resulta em trabalhos muito variados. Enquanto um desenho pode sair mais fofo, delicado, outro surge mais grotesco, deformado, sombrio. E é exatamente dessa versatilidade que Caius se orgulha.
 

Trajetória profissional 

 
Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press

 
Os primeiros passos na animação não foram fáceis. Apesar de ter feito cursos e procurado oportunidades na área, só teve contato aprofundado com as ferramentas necessárias quando trabalhou como designer em um pequeno escritório. “Eu não sabia nem usar programa de edição de imagem. Só a partir daí, pude me desenvolver e evoluir como profissional”, lembra.
 
Desde então, passou por jornais e agências de publicidade, além de, claro, desenvolver as próprias animações. “Em 2014, tive a chance de trabalhar com desenho animado. Eu abracei isso do melhor jeito que pude”, afirma. “O salário e as condições nem eram as melhores, mas foi o aprendizado que me levou adiante, na direção que eu queria. Foi nesse trabalho que conheci meu sócio."
 
Aos ser perguntado sobre o quanto está satisfeito com a aposta de deixar o banco e investir nos desenhos, Caius não demora em responder: “Não ter que pegar trânsito, ter minha própria rotina, isso não tem preço. Eu me considero uma pessoa muito melhor e menos estressada do que quando trabalhava como bancário”, diz. “O mercado sempre vai reclamar dessa nossa geração, porque quer gente sem pensamento crítico. É óbvio que a gente quer trabalhar, mas nossa geração está percebendo que qualidade de vida é essencial.”
 
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