Mulheres acusadas de encomendar morte de militar vão a julgamento

Cristiana Maria Pereira Osório Cerqueira e Cláudia Maria Pereira Osório eram, respectivamente, esposa e cunhada da vítima, o tenente-coronel do Exército Sérgio Murillo de Almeida Cerqueira Filho. Crime aconteceu em 2015

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postado em 11/09/2017 13:10 / atualizado em 11/09/2017 13:15

Reprodução

As acusadas de encomendar a morte do tenente-coronel do Exército Sérgio Murillo de Almeida Cerqueira Filho são julgadas nesta segunda-feira (11/9) no Tribunal do Júri em São Sebastião. Cristiana Maria Pereira Osório Cerqueira e Cláudia Maria Pereira Osório eram, respectivamente, esposa e cunhada da vítima. As duas respondem por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e uso de meio que dificultou a defesa da vítima, pelo uso de arma de fogo e restrição de liberdade. O crime foi registrado em maio de 2015.


O julgamento começou por volta das 11h. O tenente-coronel foi morto após uma simulação de sequestro relâmpago. Sérgio Cerqueira e a mulher visitavam um casal de amigos na residencial da 208 Norte, quando foram abordados por quatro bandidos. O grupo colocou o militar no carro e arrancou. A mulher dele ficou para trás e teria pedido socorro no edifício. Cinco horas após o sequestro, o corpo de Sérgio Cerqueira foi encontrado no Núcleo Rural Agulhinha, em São Sebastião.

No mesmo dia, a Polícia Militar prendeu um adulto e apreendeu um adolescente. Os dois, que eram receptadores do carro roubado, passaram informações sobre os outros criminosos. Em seguida, a Polícia Civil localizou os quatro suspeitos, que foram encaminhados à Delegacia de Repressão a Sequestro (DRS). Doze horas após o tenente-coronel do Exército ser morto com um tiro na têmpora, Cristina Osório Cerqueira lamentou nas redes sociais a morte do marido. Pouco tempo depois, no entanto, ela foi presa com a irmã, ambas acausadas de terem tramado a morte do oficial.

Segundo o inquérito, Cristiana e Sérgio Cerqueira estavam em processo de separação. Ela não aceitava a situação e temia perder o padrão de vida, segundo o relato de familiares e de policiais. A mulher teria contratado criminosos para assassinar o marido, com o objetivo de herdar uma pensão militar de aproximadamente R$ 10 mil.

Outros acusados


Em setembro passado, o processo sobre a morte do oficial foi desmembrado em relação a outros quatro acusados de executar o crime. Em fevereiro deste ano, eles foram julgados e condenados pelo Tribunal do Júri de São Sebastião, pelos crimes de homicídio e furto qualificado, pelo fato de terem substraído o carro e outros objetos da vítima.
 
Leandro Ceciliano Martins, que atirou contra o oficial, foi condenado a 16 anos e três meses de reclusão. A Justiça também arbritrou as penas de nove anos e seis meses para Lorena Karen Custódio Santana, de 14 anos e dois meses de reclusão para Jorge Alencar da Silva e de 21 anos e sete meses para Rodrigo Costa Sales da Paixão.

A Justiça também deixou estabelecido, para todos, o regime fechado para o cumprimento de pena privativa de liberdade e a impossibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito ou a suspensão condicional da pena.
 
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