'Não acredito que o PDT vai romper com o governo', diz Rollemberg

Aliança entre o partido e o governo do DF será debatida em convenção neste domingo

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postado em 16/09/2017 18:04 / atualizado em 16/09/2017 18:38

Ed Alves/CB/D.A Press

 
Prestes a completar dois anos e nove meses de mandato, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), fez um balanço de sua gestão durante a convenção da sigla neste sábado (16/9). O socialista defendeu que, mesmo com as divergências com sindicatos, oposição e servidores, está aberto ao diálogo. Na próxima terça-feira (19/9), ele terá um novo desafio: aprovar na Câmara Legislativa a unificação dos fundos de previdência dos servidores públicos. 

A articulação é intensa desde a última semana. Interlocutores do Palácio do Buriti acreditam que a nova proposta — negociada entre base aliada e parlamentares resistentes à fusão — tem condições de ser aprovada. Se tudo ocorrer como o planejado, a equipe econômica do Executivo local respirará mais aliviada, já que haverá possibilidade de cobrir o rombo de R$ 170 milhões mensais nas contas públicas. 

Neste domingo (17/9), é a vez de o PDT realizar sua convenção. A sigla decidirá se deixa ou permanece no governo. A divisão entre os partidos começou após o deputado Reginaldo Veras votar contra projetos de interesse do governo, como a criação do Instituto Hospital de Base e a própria unificação dos fundos previdenciários. Como represália, houve demissão de servidores comissionados indicados pelo partido. 

Antes de discursar na convenção, Rollemberg conversou com exclusividade com o Correio. O governador falou sobre o partido, o futuro de sua gestão, eleições, distanciamento com o PDT e problemas da cidade. Confira os principais trechos da conversa a seguir. 


PDT

"Não acredito que o partido vai romper com o nosso governo. O que houve foi um episódio pontual. O deputado Reginaldo Veras tem muitos indicados políticos e participa da gestão, mas, nos momentos difíceis, prefere tomar outras posições. Nós sempres explicamos que nosso compromisso é com o equilíbrio da economia." 

Unificação do fundo previdenciário

"A medida trará sustentabilidade para a economia da cidade. É bom para o servidor, para a economia, para as contas públicas e para a cidade." 

Eleições 2018

"Momentos como esse que vivemos na convenção nos deixa animados e alegres, mas não estou pensando em campanha neste momento. Meu compromisso é deixar as contas da cidade equilibradas para Brasília virar esta página."

Campanha

"Quando começar o processo eleitoral, teremos muito a mostrar, como os investimentos em educação, saúde e segurança. Estamos dispostos a construir uma nova Brasília, com gente que pensa no interesse da população, no bem estar e no aumento da qualidade de vida."

Problemas da cidade

"Ainda há muito o que ser feito, mas conquistamos muitos avanços nestes dois anos e oito meses de governo. Conseguimos universalizar a educação infantil. Todas as crianças que se inscreveram pelo telefone 160 estão matriculadas em creches públicas ou conveniadas. Construímos 12 escolas, 21 creches e inauguramos oito centro de línguas estrangeiras. Na saúde, aumentamos a cobertura da atenção primária de 29% da população para 44%. Criamos o Instituto Hospital de Base. Na segurança pública, temos a menor taxa de homicídios dos últimos 32 anos. Regularizamos lotes e escrituramos mais de 12 mil unidades habitacionais." 

Sindicatos

"O nosso governo sempre esteve aberto ao diálogo com as lideranças sindicais. Contudo, há outras questões políticas que muitas vezes fazem com que eles mudem o discurso daquilo que foi tratado nas reuniões fechadas."  

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Carmelita
Carmelita - 17 de Setembro às 07:39
Esse governador incompetente, com suas reformas e brigas com o funcionalismo público, vai conseguir, num futuro não muito distante, empobrecer a cidade. Brasília é cidade ADMINISTRATIVA, foi criada e concebida para tal. Sem os ganhos salariais do servidor público, não há economia, não há comércio, não há emprego. Simples e óbvio. Mas, já que é para empobrecer, que seja! Faça-se!