Prata da Casa: família de artistas leva a magia do circo para as ruas do DF

A Excêntrica Família Firula se apresenta em todo o DF, em parques, festas infantis e nas escolas. Shows contam com muita música, contação de histórias, mágica e malabarismo

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postado em 06/10/2017 12:20 / atualizado em 06/10/2017 16:36

 
 
Kika Moraes, 30 anos, e Lucas Vieira, 34, se conheceram em uma peça de teatro quando ela atuava e ele fazia parte do coro da peça, em 2009. Juntos desde então, o casal uniu o que cada um sabia fazer e os projetos artísticos em comum. Em 2010, a família mais arteira estava completa com o nascimento da filha do casal, Linda Julieta, hoje com 6 anos: “Linda é artista desde neném. Ela nasceu fazendo performance”, conta o pai orgulhoso e um dos integrantes da Excêntrica Família Firula. O trio de artistas habilidosos têm se dedicado à arte de alegrar o público há 8 anos, com magia, músicas e acrobacias.

A arte para eles é 'coisa de sangue'. Além de atriz, Kika é bailarina e usa suas habilidades para educar. Ela traz do pai, artista de circo, a inspiração nos palcos e da mãe, professora, a sensibilidade educativa. Lucas divide o amor entre os palcos e a música. O jovem herdou da genitora, formada em artes visuais, e do pai, que organizava rodas de violão, o gosto pelas manifestações estéticas.
 


A Excêntrica Família Firula se apresenta em todo o DF: “É música, contação de histórias, mágica, malabarismo e objetos estranhos”, fala o casal, que incorpora os personagens Delegada Arnalda e o Seu Firula. O grande objetivo das apresentações, que acontecem em parques, festas infantis e nas escolas, é o de "alcançar o outro". Por meio da arte, a dupla leva as sensações que eles vivem em casa, como família, para o público. “E qualquer público”, esclarecem. 

Os espetáculos têm um teor educativo. “Nós temos a preocupação de um entendimento igual para todos”. Entre laranjas voando, homem caminhando de cabeça para baixo, caras e bocas e figurinos fantásticos, eles encantam crianças e adultos.
 
Ana Carneiro/Esp. CB/D.A Press
 

O palco é a rua

O casal diz que a rua é o melhor palco para as apresentações, justamente pelo retorno que tem do público. Eles compõem música para momentos específicos, mas cantam as canções que marcaram a infância de muitos espectadores. Fazem jogos, bailam e encantam pela quantidade de cores, de esquisitices e de palhaçarias com os quais eles jogam. “Eu acho que é o melhor que eu posso oferecer para alguém”, conta Kika, emocionada. 

A diversidade artística que há nas apresentações contribui para que eles alcancem um público maior e que, além de transmitir sentimentos incríveis, consigam mais espaço na cena artística do DF. O casal deseja que o espaço público seja maior e mais democrático. Sonha e trabalha para que haja acessibilidade artística.

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