Polícia Civil prende suspeito de matar advogado em Ceilândia

Francisco Simão de Araújo foi encontrado morto em casa, com sinais de asfixia

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postado em 25/10/2017 18:33 / atualizado em 25/10/2017 20:07

Investigadores da Polícia Civil prenderam o rapaz de 20 anos suspeito de matar um advogado de 67, em Ceilândia. De acordo com a corporação, ele foi preso na tarde desta quarta-feira (25/10), em Vicente Pires, utilizando os cartões de crédito da vítima. Francisco Simão de Araújo namorava o suspeito há pelo menos um ano e foi encontrado morto em casa em 18 de outubro. 

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De acordo com Fernando Fernandes, delegado da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), que conduziu as investigações, o jovem, no dia seguinte ao assassinato, retornou ao local do crime e transferiu R$30 mil da conta da vítima para um conta bancária própria. Com esse dinheiro passou a adquirir bens, como eletroeletrônicos e outros objetos. 

Após o crime, segundo a polícia, o suspeito alugou uma casa em Vicente Pires. Ele estava na residência no momento em que foi preso e não resistiu à prisão. O delegado Fernandes confirmou que o jovem assumiu a autoria do crime e detalhou a ação. "Ele contou que envenenou a vítima, colocando a substância na refeição, após a mesma tentar romper o relacionamento dos dois. Quando o advogado começou a passar mal na cama, fazia muito barulho e gritava por socorro. Por isso, o rapaz colocou um pano na boca da vítima e finalizou a ação enforcando-a com um lençol", relatou. 
 
O suspeito está em prisão preventiva. Ainda não há data definida para o julgamento.  

Entenda o caso


Os agentes localizaram a vítima, no último dia 18, após vizinhos entrarem em contato com a 19ª DP, com alegações de que um odor forte saía do apartamento do advogado. O corpo estava em estado de decomposição avançado, em cima da cama, com um lenço amarrado ao pescoço e outro dentro da boca.

Testemunhas relataram à polícia que o advogado teria chegado ao apartamento, com o suspeito, na tarde do domingo (15/10). Ainda segundo o delegado, em áudios recebidos por uma familiar da vítima, Francisco reclamava de se sentir pressionado pelo companheiro para morarem juntos. O advogado, inclusive, pagava a mensalidade do curso de engenharia civil e outras despesas pessoais do jovem.
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