Homem entra armado em escola e mata estudante em Alexânia

Segundo testemunhas, a vítima, uma adolescente de 16 anos, recusou um pedido de namoro do suspeito

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postado em 06/11/2017 09:56 / atualizado em 06/11/2017 12:58

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Uma adolescente de 16 anos foi morta a tiros, na manhã desta segunda-feira (6/11), dentro de uma escola em Alexânia, cidade no Entorno do Distrito Federal. O suspeito é um jovem de 19 anos, que foi preso logo após o crime. Segundo um ex-funcionário da escola, que trabalhou no colégio até janeiro deste ano, o rapaz pulou o muro e entrou na sala da garota já atirando. Raphaella Noviski, aluna do 9º ano da Escola Estadual 13 de Maio, foi atingida no rosto e morreu na hora. 
 

As aulas já tinham começado quando o atirador chegou à escola. De acordo com a Polícia Militar, ele entrou em três salas antes de encontrar a vítima. Armado com um revólver calibre .32, ele atirou pelo menos sete vezes.
 
"Segundo os alunos ele chegou a recarregar a arma, que tem espaço para seis disparos", informou o subcomandante Lima, do 34º Batalhão de Polícia Militar de Goiás. A PM informou ainda que o autor dos disparos disse odiar a garota. Segundo testemunhas, ele queria namorar a menina, que não aceitou o relacionamento. Vítima e atirador eram amigos nas redes sociais. 
 


Os parentes da menina foram chamados ao local. Até às 10h, o corpo ainda estava dentro da sala. As aulas foram suspensas. O atirador foi encaminhado para a Delegacia de Alexânia. O Grêmio estudantil da escola usou as redes sociais para prestar solidariedade à família e cobrar mais segurança na escola.
 
 
 
Segundo a Secretaria de Educação, Cultura e Esporte de Alexânia (Seduce), a escola dispõe de câmeras no pátio e dois vigias noturnos. De acordo com a pasta, uma equipe com três psicólogas e uma assistente social da Coordenação Regional de Educação, Cultura e Esporte (Crece), de Anápolis, já foram deslocados para Alexânia para apoiar a equipe da escola, alunos e familiares. "A Seduce lamenta profundamente o trágico acontecimento e informa que trabalha em um esforço contínuo para manter a paz e a fraternidade no ambiente escolar", informou a pasta através de nota.

Violência nas escolas 


O crime em Alexânia ocorre pouco mais de duas semanas depois de um adolescente entrar atirando e matar colegas em um colégio em Goiânia, no último dia 20. Em junho deste ano, um estudante de 26 anos foi morto com três tiros dentro da sala de aula, no Centro de Ensino Fundamental (CEF) Zilda Arns, na Quadra 378 do Itapoã. O crime aconteceu em 13 de junho, e, segundo a Polícia Militar, o atirador usava um capuz e fugiu em uma Parati prata.



Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
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Júlio
Júlio - 06 de Novembro às 18:43
Nós vivemos em dois países: um, o país dos políticos, que acham que ganhar 30 mil por mês é trabalho escravo, que fazem da corrupção um meio de vida e acham natural ela existir, que acham que as leis estão ótimas, que vivem escoltados por seguranças e passam férias no exterior; o outro país, é o país da realidade, onde um indivíduo igual esse, sabendo que pagará pouco pelo crime, faz uma atrocidade dessas sem nem esquentar com as consequências. Em um país sério, evoluído, um sujeito desses no mínimo se suicidaria, pois saberia que o preço iria ser alto após a insanidade.
 
FERNANDO
FERNANDO - 06 de Novembro às 10:06
se fosse em outros países, prisão perpetua, mas aqui , daqui a pouco está solto para matar mais.
 
Ulisses
Ulisses - 06 de Novembro às 17:39
Fernando, se fosse em outros países? Depende do país. Se fosse em alguns, isso nem aconteceria, pois não é tão fácil o acesso às armas. Isso acontece frequentemente nos EUA, mesmo com punições severas. O problema não é só a impunidade mas é esta cultura de ódio e violência que se disseminou neste país.