A 45 dias do verão, Saúde do DF já prepara combate ao Aedes aegypti

Brasília conta com 530 agentes de vigilância em saúde para combater o mosquito responsável pela transmissão da dengue, zika e chicungunha

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postado em 07/11/2017 06:00 / atualizado em 07/11/2017 07:08

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press - 25/2/16


Se o início do período chuvoso significa alívio paras os reservatórios, as pancadas preocupam pela incidência do Aedes aegypti. A 45 dias do verão, período mais crítico do ano para as infecções transmitidas pelo mosquito, a Secretaria de Saúde está em alerta para o controle da dengue, zika e chicungunha. Com os primeiros temporais, ocorre um aumento de insetos. Em 2017, 3,8 mil pessoas tiveram dengue no DF, sendo que 11 morreram. Planaltina, Ceilândia, Samambaia, Gama, São Sebastião, Santa Maria, Taguatinga, Recanto das Emas, Estrutural e Guará concentram os casos.


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A batalha contra o Aedes se repete a cada ano. A capital conta com 530 agentes de vigilância em saúde para o combate. A Secretaria de Saúde garante que todas as regiões administrativas passaram por inspeção. A intenção é neutralizar o inseto em suas diversas fases de vida — ovo, larva e mosquito. Para isso, não se pode deixar água parada. “A transmissão das doenças ocorre por criadouros que estão dentro de casa; por isso, não podemos deixar o mosquito nascer”, explica o diretor da Vigilância Ambiental, Denílson Magalhães.

Neste ano, as ações contra o Aedes ganharam um agravante: reservatórios de água para consumo humano. Como a crise hídrica não dá trégua, baldes, bacias e caixas d’água se avolumaram pelas casas do DF. “Esses recipientes devem ficar fechados e serem lavados uma vez por semana”, destaca Denílson. Mas esse não é o único problema. No Lago Norte, bebedouros de animais centralizam os focos. No Lago Sul e no Park Way, vasos e pratos de plantas são a principal fonte dos criadouros.

Na Estrutural, em São Sebastião, na Fercal e em Planaltina, a situação segue preocupante. “Nesses locais, registra-se alta na incidência do mosquito. Precisamos que todos se envolvam na eliminação dos criadouros para reduzir o número de casos das doenças e manter a qualidade vida”, diz o diretor da Vigilância Ambiental.

Para se ter dimensão dos estragos provocados pelo Aedes, as autoridades sanitárias notificaram 112 casos de chicungunha e 58 infecções pelo vírus zika no Distrito Federal. A Secretaria de Saúde conta com 36 carros fumacês e mantém 15 núcleos de vigilância. Apesar da estrutura, a pasta aposta na mobilização social. “Esperamos que não haja a necessidade de usar todo o maquinário. O esforço da população é essencial para controlar o Aedes”, afirma Denílson. Nos próximos dias, o governo deve lançar a campanha oficial para o verão. O Corpo de Bombeiros, a Novacap, o SLU e a Secretaria de Cidades vão colaborar no processo. Os estoques de veneno e inseticida, segundo o GDF, estão abastecidos.

Entorno preocupa


Goiás é líder no ranking nacional na transmissão de dengue. O estado vizinho confirmou 35,5 mil casos. O alerta é que entre os 10 municípios com mais infectados, três fazem parte do Entorno. Novo Gama (1.917), Águas Lindas (1.826) e Valparaíso de Goiás (1.279) concentram a epidemia. Além dessas cidades, Luziânia, Padre Bernardo e Planaltina registraram situações de zika e chicungunha.

Autoridades sanitárias do DF e de Goiás se reuniram no começo do mês para alinhar a estratégia de combate. Os secretários municipais de Saúde, prefeitos e diretores de Vigilância Epidemiológica elaboraram um documento para nortear as ações de controle. “Vamos manter a parceria interfederativa para quebrar a cadeia de transmissão”, revela Denílson. Desde o ano passado, o DF auxilia as ações de extermínio no Entorno com maquinário, insumos e pessoal.


Dois sorotipos


Na capital federal, circulam, em 2017, os sorotipos 1 e 2 da dengue. No ano passado, todos os quatro variantes infectaram pessoas. O sistema imunológico do corpo humano se defende de apenas uma variação do vírus, ou seja, quem contraiu dengue 1 só pode ter novamente a doença se for causada pela 2, 3 ou 4. Para se chegar ao índice, o Laboratório Central (Lacen-DF) analisou 400 amostras e isolou 66 para estudo.
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