'Ele destruiu a vida da minha família', diz mãe de estudante assassinada

Mãe de Raphaella Noviski ficou frente a frente com o assassino da jovem, morta a tiros dentro de escola em Alexânia (GO)

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postado em 07/11/2017 14:39 / atualizado em 07/11/2017 15:58

Ed Alves/CB/D.A Press
 
Rosângela Pereira da Silva, mãe da estudante Raphaella Noviski, 16 anos, morta dentro de uma escola de Alexânia (GO), disse esperar a maior punição possível para o assassino da adolescente, Misael Pereira Olair, de 19 anos. "Prisão perpétua, se possível", disse, mesmo que a pena máxima no Brasil seja de 30 anos.
 
"Ele destruiu a minha vida, a vida da minha família", desabafou na tarde desta terça-feira (7/11), no Fórum da Comarca de Alexânia, pouco antes de acompanhar a audiência de custódia do acusado. Na ocasião, ela ficou frente a frente com Ismael.


Quando chegou ao fórum, Misael, que usava colete a prova de balas, como medida de proteção, passou a menos de 1m de Rosângela, que se mostrava revoltada e esperava uma chance de confrontar o assassino. "Vou olhar na cara dele e quero que ele me responda por que fez isso com ela", disse, com os olhos marejados. "Eu não perdoo." Veja vídeo:
 
 

Mais cedo, o pai de Raphaella, Leandro Márcio Romano, também se disse revoltado com o crime. "Foi muito cruel. Ele destruiu o rosto dela", afirmou, acrecentando que do total de 11 tiros, sete atingiram o rosto da estudante. Perguntado se espera pena máxima para Misael, ele confirmou com a cabeça: "Todo sofrimento para ele é pouco".
 
 

Até o julgamento


O objetivo da audiência é definir onde Misael vai ficar preso enquanto espera julgamento por ter matado a jovem, com 11 tiros no rosto, dentro da Escola Estadual 13 de Maio, na manhã da última segunda-feira. Além dele, o comerciante Davi José de Souza, também detido, presta depoimento por ter dado cobertura ao assassinato.


Ed Alves/CB/D.A Press

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Júlio
Júlio - 07 de Novembro às 20:17
Vós temos dois países diferentes: um é o Brasil dos políticos, um Brasil em que quem ganha 30 mil reais diz que faz trabalho escravo, um Brasil em que pessoas moram em condomínios com a máxima segurança, um Brasil onde a corrupção reina, um Brasil onde muitos Juízes, promotores e Defensores, na primeira vez que vêem um assassino como esse da moça pergunta primeiramente: " você foi torturado? Você foi maltratado? " O outro Brasil é o da realidade em que vivemos, um Brasil da realidade da mãe que perdeu a garota por um motivo estúpido e irracional, um Brasil onde pessoas saem de suas casas e não sabem se retornam, um Brasil onde pessoas morrem em filas de hospitais, onde pessoas acordam 5 da manhã para pegar um ônibus entupido de gente, enfim, um Brasil triste, de realidade dura, e que pouco preocupa os habitantes do "outro" Brasil.