Passageiros enfrentam transtornos no segundo dia de greve no metrô

A estação Guariroba, em Ceilândia, estava com os portões fechados para o embarque. Em Ceilândia Centro, o tempo de espera na fila do metrô, chegava a 30 minutos

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Minervino Junior/CB/D.A Press

O segundo dia da greve dos metroviários causou transtornos para vários passageiros nesta manhã de sexta-feira (10/11). Em Ceilândia, quem precisou pegar o metrô na estação Guariroba encontrou apenas o portão fechado, já que a estação estava funcionando apenas para o desembarque. A Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) afirmou que 20 dos 24 trens vão circular hoje nos horários de pico.


 

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Assim como nessa quinta-feira (9/11), alguns passageiros reclamaram dos transtornos causados pela paralisação. Sem ter certeza do fechamento da estação que utiliza todos os dias para ir trabalhar, Tainara Barbosa, de 18 anos, lamentou por não ter conseguido se programar para mais um dia de greve. "Ainda vou ter que pedir para minha carona voltar e ver se me deixam em outra estação, senão chego atrasada", diz a moça, que trabalha em uma loja no Conic, na área central de Brasília. 

 

Outros passageiros tiveram de andar cerca de 1km para pegar o metrô nas estações Ceilândia Sul ou Centro. O problema, segundo eles, é que mesmo na estação Ceilândia Centro, onde o funcionamento seria normal, o tempo de espera na fila ultrapassava os 30 minutos.

 

 

 

Filas nas estações

De acordo com os funcionários do Metrô-DF, havia apenas duas catracas funcionando, uma para o sistema de bilhete único e outra para os cartões convencionais. Com isso, uma fila de cerca de 40 metros. O usuário sem bilhete único conseguia passar com mais rapidez na catraca específica.

 

 

Apressada, a publicitária Andréia Belísio, 37 anos, esperou por mais de meia hora para passar da catraca. "É horrível. A gente paga por um serviço que não funciona", reclamou.

 

Paralisação total irrita passageiros

O fechamento da estação Praça do Relógio, no centro de Taguatinga, às 10h, prejudicou quem ia ao trabalho ou até mesmo em busca de um novo serviço. É o caso de Marcelo Campos, 21 anos, que perdeu uma entrevista de emprego. "Não basta pagar tanto imposto e ainda passar por isso", desabafou o jovem.

 

Como as estações devem ficar fechadas novamente a partir das 20h30, a secretária Meiriane Lopes está preocupada com a volta para a casa. Ela chegou ao terminal por volta de 10h20 e deu de cara com o portão fechado. "É um absurdo (a greve). O serviço do metrô é péssimo. Qualquer coisa é motivo para eles pararem de trabalhar. Provavelmente terei que vir de ônibus. Vou gastar mais tempo e dinheiro", lamentou. 

 

Reclamações na Rodoviária do Plano Piloto

 

A grade que separa a estação Central do Metrô do restante da Rodoviária do Plano Piloto ficou cheia de gente em busca de informações sobre a greve. Junto com o estudante Jorge Tavares, 25 anos, cinco pessoas pararam na frente dos portões para perguntar sobre o fechamento. Para ele, o Governo e o Metrô deveriam ter mais cuidado e informar a população. "Se eu não tivesse vindo perguntar, jamais saberia que vão reabrir à tarde. Não há nenhum aviso no portão", reclamou Jorge. 

 

A situação para Mércia Souza, 53 anos, foi ainda mais emblemática. Ela precisou convencer durante 10 minutos um funcionário para que a deixasse entrar. A publicitária não queria embarcar, mas, sim, buscar a mãe. que a esperava sentada próximo dos caixas de bilhete. "Eu só queria buscá-la. Mais nada. Mas sei que é o trabalho deles", opinou Mércia.

 

A paralisação prejudicou até mesmo quem não era passageiro. A servidora pública Ana Nogueira, 57 anos, queria utilizar os caixas eletrônicos do local. Porém, a insistência com um dos guardas que coordenava o fechamento foi em vão. "Eu precisava sacar para pegar um ônibus, somente. Vou até o Conjunto Nacional pra isso, sendo que era mais fácil fazer logo aqui", explicou, indignada. 

 

Os serviços do metrô deverão retornar às 16h30. As estações deverão ser fechadas novamente às 20h30. 

 

Mayara Subtil/Esp. CB/D.A Press
 

 

Nova assembleia discute rumos da greve

Na tarde de quinta-feira (9/11), os metroviários decidiram manter a greve por falta de acordo com a Subsecretaria de Relações do Trabalho do Terceiro Setor. Durante a reunião no Palácio do Buriti, o governo prometeu entrar em contato novamente para tentar uma negociação. Entretanto, não há data prevista. 

 

Com isso, por volta das 15h desta sexta-feira (10/11), a categoria se reúne novamente para decidir quais os próximos passos a serem tomados diante da greve, em assembleia no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT).

 

O Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal reinvidica a contratação imediata dos mais de 600 selecionados em concurso promovido em 2014, bem como o reajuste salarial referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 8,41%, que está atrasado desde 2015. 


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