Metroviários descumprem liminar e pedem que o judiciário reconsidere

TRT-10 determinou que o Metrô funcione com 90% da frota em horário de pico e 60% em tempo normal, o que não está sendo cumprido. Greve continua nesta terça

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postado em 13/11/2017 22:24 / atualizado em 13/11/2017 23:02

Antônio Cunha/CB/D.A. Press
O Sindicato dos Metroviários (SindMetro) decidiu manter a greve da categoria para esta terça-feira (14/11). Com isso, os trens só devem funcionar em horário de pico, das 6h às 10h e das 16h30 até as 20h30. Os metroviários enviaram, na segunda-feira (13/11), a defesa da categoria  ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10), pedindo a reconsideração da Justiça quanto ao descumprimento por parte da categoria da liminar expedida pelo órgão. No documento, apresentado na última quarta-feira, o TRT determina que o Metrô funcione com 90% da frota de trens em horário de pico e 60% em tempos normais. O Metrô tem até a próxima quinta-feira para apresentar a réplica. Só depois disso, a Justiça deve emitir uma decisão sobre o impasse. 
 
 
Na falta de acordo, quem acaba se prejudicando são os usuários frequentes do transporte. Um deles é o publicitário Hugo Santos, 36 anos, que seguia do Guará até a Rodoviária, nesta segunda. Ele relatou que, nos últimos dias, tem sido chamado para conversar com a chefia por conta de atrasos no trabalho. O motivo são os atrasos de até uma hora para chegar ao serviço. “Faço o possível: pego carro emprestado, Uber, mas não adianta muito. Também fui assaltado na sexta passada dentro do ônibus, isso no mesmo horário que eu pego o metrô. Acho o transporte muito mais seguro ”, explicou o publicitário. 
 
Antônio Cunha/CB/D.A. Press
 
A rotina do casal Rafael Soares, 28, e Aline Cavalcanti, 20, precisou ser repensada por causa da greve. Moradores de Taguatinga, eles relatam que precisam pegar dois ônibus a mais para chegar ao Plano Piloto. “Se nós pegarmos um ônibus direto, vamos ficar uma hora a mais esperando na parada de ônibus, o que é perda de tempo. Nem nos avisam sobre essas mudanças, se funciona ou não”, lamentou a maquiadora. 
 
Antônio Cunha/CB/D.A. Press
 
 

Prejuízo

 
De acordo com o Metrô, o impacto maior para a estatal está no lado financeiro, de cerca de R$ 250 mil por dia. Além disso, estima-se que 160 mil pessoas são prejudicadas diariamente, principalmente os usuários que precisam do transporte em horário de pico.
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